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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Ficha limpa já vale para as eleições de outubro






Por 6 votos a 1, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu na noite desta quinta-feira (10) que o projeto que impede a candidatura de políticos com condenações na Justiça, conhecido como Ficha Limpa, terá validade já nas eleições de outubro deste ano. O único voto contrário foi do ministro Marco Aurélio Mello.

O relator do caso, o ministro Hamilton Carvalhido, avaliou que a lei complementar não altera o processo eleitoral. Caso alterasse, ela deveria, obrigatoriamente, ter sido feita um ano antes do pleito.
A nova lei ficou publicamente conhecida como Lei da Ficha Limpa por prever que candidatos que tiverem condenação criminal por órgão colegiado, ainda que caiba recurso, ficarão impedidos de obter o registro de candidatura, pois serão considerados inelegíveis.

A pauta da corte foi invertida para responder à consulta, feita pelo senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), sobre se a lei aprovada no Congresso Nacional e sancionada pelo presidente da República em 4 de junho já poderia entrar em vigor neste ano.
De acordo com a nova lei, ficam inelegíveis por oito anos, além do período remanescente do mandato, aqueles que cometeram lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito. Antes, eram três anos. A norma alterou a Lei de Inelegibilidades.
Da proposta original, o texto foi flexibilizado na Câmara pelo relator, o deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), que permitiu que o político condenado possa recorrer para tentar suspender a inelegibilidade e participar das eleições. O efeito suspensivo precisaria ser aprovado por um colegiado de juízes.

A corte eleitoral é composta por três ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), dois do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e dois advogados escolhidos pelo STF e nomeados pelo presidente da República.

Histórico

O “ficha limpa” é uma proposta de iniciativa popular, apresentada à Câmara dos Deputados em setembro do ano passado, com mais de 1,6 milhão de assinaturas. A ação popular contou com apoio de várias entidades da sociedade civis, mobilizados pelo MCCE (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral).
Texto aprovado pela Câmara sobre ficha suja atinge só 1 entre 110 políticos.
O texto aprovado anteontem pela Câmara do projeto Ficha Limpa atinge só 1 político dos 70 deputados federais e 3 senadores paulistas e dos 37 líderes partidários do Congresso.
Levantamento mostra que 37 congressistas já foram condenados, ou são réus ou indiciados, de acordo com o site da Transparência Brasil, mas apenas Paulo Maluf (PP-SP) tem uma condenação por órgão colegiado que se enquadra nos requisitos da proposta, que ainda será discutida no Senado, diz Maria Clara Cabral. Maluf responde a pelo menos outras dez ações. Por meio de sua assessoria, o deputado disse que já recorreu e não desistirá da sua candidatura.

Pelo projeto, ficam inelegíveis os condenados por decisão colegiada da Justiça (por mais de um juiz), mas cria-se o chamado efeito suspensivo, que permite recurso a outro órgão superior colegiado
Para o secretário-geral da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coelho, o problema agora está com a Justiça. “Estamos pedindo ao Conselho Nacional de Justiça que determine metas para os tribunais julgarem processos de improbidade e de corrupção”, afirmou.
A proposta da Câmara é elogiada pela prioridade de julgamento para os casos de candidato condenados que entrarem com recurso, o que vai evitar o protelamento das ações, e pela perda do mandato ser imediata (após os julgamentos).
Os parlamentares que renunciarem até a aprovação do texto não serão atingidos. Só quem renunciar após o início da vigência não poderá concorrer, afirmam especialistas.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Mulher no Poder




No Brasil, o voto das mulheres, adquirido 1932 com um dos resultados Revolução de 1930, pode ser compreendido de diversas formas. Uma delas é tomar como uma benesse ou mesmo um reconhecimento da importância das mulheres no processo político. Para desfazer esta imagem, basta lembrar que o direito de voto ainda era restrito, pois permitia o voto apenas de mulheres casadas (com autorização do marido), viúvas e solteiras com renda própria pudessem votar. Embora fosse um avanço, ainda era o Brasil uma cidadania restrita.

O mais correto, portanto, é situar este momento tendo em conta a trajetória da defesa do voto feminino em termos históricos tanto em âmbito internacional quanto nacional. No âmbito internacional relembra-se o movimento anti-escravista das mulheres dos EEUU, que posteriormente originou o movimento sufragista estadunidense. Em 1893, a Nova Zelândia seria o primeiro país a reconhecer o voto feminino. A Austrália em 1902 (com restrições), Finlândia em 1906.

A Inglaterra, símbolo do liberalismo político, só concederia em 1918, apenas para mulheres com idade igual ou maior há 30 anos (baixando para 21 anos em 1928). Os EEUU só o reconheceriam em 1919. Nos diversos países, poucas eram ainda as mulheres eleitas. Ainda que em número reduzido, a atuação destas seria marcante na expansão dos direitos das mulheres.

É preciso lembrar que a luta brasileira pelo voto feminino remonta o império. Embora a participação eleitoral fosse restrita e a luta fosse mais parlamentar do que de mobilização social, vários foram os deputados homens e intelectuais que viam na emancipação políticas das mulheres uma importante conquista. Esta presença massiva dos homens na defesa dos direitos das mulheres é sinal do avanço das mentalidades a que tem passado o Brasil.

Lembremos que, após a Revolução de 1930, o movimento pelo voto feminino no Brasil aumentava a cada dia. Getúlio Vargas, então chefe do governo provisório, declarou aos participantes do II Congresso Internacional Feminista, realizado em junho na Capital Federal, o apoio à emancipação eleitoral das mulheres. Bertha Lutz (presidente da Federação Brasileira Pelo Progresso Feminino), elogiando o ato à luz da expansão do voto feminino pós I Guerra, em 14/08/1931afirmaria que as revoluções de pós-guerra têm favorecido a mulher.

Carlota Pereira de Queiroz (SP), da oposição a Vargas, seria a primeira mulher a assumir uma cadeira na Câmara Federal. Bertha Lutz, que participara junto com Nathércia da Cunha Silveira da redação do projeto de lei que regulava o voto feminino, e que declarara apoio a Vargas, seria, com maior destaque, a segunda mulher deputada no Brasil.

Na Améria Latina, embora o Brasil (1932) fosse o segundo pais a implantar o voto femino – o Equador reconhecia voto das mulheres em 1929 e a Argentina apenas em 1947 -, poucas eram as mulheres eleitas. Tal situação contrasta com a da Argentina que, em 1952, elegeu seis senadoras e 23 deputadas peronistas. Caso se faça uma analise histórica, não se deixara de avaliar o quão pequena (ainda que significativa) será a presença da mulher na política político no Brasil.

Assim, embora tenha havido nas últimas décadas a expansão dos direitos das mulheres, o que é exemplificado pelos espaços conquistados na política, na economia, no mundo do trabalho e no judiciário, muitas desigualdades permanecem cristalizadas. No caso da política, em especifico, há prefeitas, vereadoras, deputadas, senadoras, porém em percentual muito pequeno via a vis a igualdade formal entre os gêneros.

Enquanto que nos países nórdicos cerca de metade das vagas parlamentares são ocupadas pelas mulheres, tal representatividade no Brasil não passa de 10%. Importante destacarmos que, quando maior o Índice de Desenvolvimento Humano – IDH, de um país, maiores são as possibilidades e índices de participação da mulher nos variados níveis de poder. Todavia, é necessário considerar também as desigualdades de oportunidades entre os gêneros e nos fatores culturais que, em conjunto, impactam negativamente nas oportunidades reais das mulheres competirem socialmente.

As primeiras mulheres eleitas senadoras no Brasil (1990) foram Júnia Marise (PRN-MG) e Marluce Pinto (PTB-RR). Em 1994, Roseana Sarney (pelo então PFL-MA) foi a primeira governadora. Em termos de competições para presidente da República, apenas em 1998 haveria uma candidata mulher. Teresa Tinajero Ruiz concorrendo pelo PTN, teria cerca de 0,5% dos votos, e seria assim a primeira candidata a presidente da Republica do Brasil. Roseana Sarney(PFL-MA), quase candidata à presidência, e Rita Camata (PMDB-ES), vice na chapa de José Serra, são exemplos a serem destacados nas eleições de 2002 Já em 2006, a senadora Heloisa Helena (PSOL) teria 6% dos votos e Ana Maria Rangel (PRP), teria 0,13%.

Desde 2003, no governo Lula, há um franco reconhecimento da necessidade de políticas públicas e expansão de direitos. Isto pode ser exemplificada não somente pela criação Secretaria Especial de Politicas para as Mulheres (SPM), tendo a frente a professora Nilcéa Freire como a ministra, mas também pela oportunidade única de que as eleições presidenciais de 2010 a atual Ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, vença a disputa a presidência da república.

Tal surpresa se dá não apenas pelo histórico indelével da ministra ou por seu posicionamento progressista, mas também por sua capacidade técnica a frente dos ministérios a que passou (Minas e Energia e Casa Civil). Caso eleita, seria uma oportunidade impar de continuar as transformações sociais tão desejadas pela sociedade brasileira.

Mas é preciso reconhecer que o Brasil é ainda uma sociedade com forte ranço conservador e patriarcal. Deste modo, o destaque conseguido pelas mulheres que rompem o padrão deve ser motivo alento e incentivo ao protagonismo feminino de modo geral. Embora em dimensões certamente distintas, o fato de milhões de mulheres estarem não apenas à frente de seus lares, mas a frente do poder significa que elas podem estar também à frente de seu tempo, com capacidade de governar e administrar este grande país que, esperamos, deva ser de todos.

A mulher construiu seu espaço e conquistou sua importância social, seja como mulher, eleitora, no trabalho, nas artes ou na ciência. Mas é essencial que as mulheres ampliem sua capacidade de intervenção nos espaços de poder e nas diversas instâncias sociais, sem este avanço, os direitos da mulher, sua luta pela igualdade e contra a discriminação, o sexismo e o machismo, ficarão distantes do progresso que se almeja para a história da humanidade.

Nas duas últimas gestões da Prefeitura de Vitória ( 2005 a 2008 e 2009 a 2012) há um exemplo vivo e real das conquistas femininas. Indos do primeiro ao terceiro escalão administrativo, em todas as secretarias, espaços de participação feminina se ampliaram nas equipes de governo. Isto é certamente um exemplo para a cidade e para o próprio ES, mostrando que os valores do pluralismo político do governo – formado por uma coalizão de 14 partidos, tendo a frente o PT e o PMDB –, é capaz de pautar-se pelo mérito e pela expansão de oportunidades às mulheres.

Parabéns mulheres capixabas, parabtóriéns mulheres brasileiras!







MARTA GAGNO INTRA

Presidente executivo do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Município de Vitória - ES(IPAMV)

quinta-feira, 25 de março de 2010

Ford Ka ganha kit Trail

Ka trail ford

Não faz muito tempo, o Ford Ka ganhou o kit ST, que traz ítens estéticos para deixa-lo com aparência esportiva. Agora, o Ka ganha um kit para deixa-lo com aparência de off-road, o Trail.

Por R$ 1.200 o Ka ganha um par de racks, adesivos nas portas e um protetores de para-choque dianteiro e traseiro (bem que poderia ter faróis escurecidos…). O kit é oferecido somente nas concessionárias Ford.



Fonte | Quatro Rodas










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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Dia Nacional do Fusca




No dia 20 de janeiro se comemora o Dia Nacional do Fusca.



No Brasil, ele chegou no final dos anos 50, quase vinte anos depois de ter sido fabricado o primeiro modelo na Alemanha, em 1935.

Hoje, ele está presente no mundo todo, em mais de 150 países. De quem estamos falando? Do fusca - um carro com mais de 50 anos de vida, que tem data nacional e mundial (22 de junho) para ser comemorado.




Uma paixão de décadas

Fusca

Em 1953, o primeiro fusca motor 1200 cm3, genuinamente brasileiro, era montado num galpão alugado em São Paulo. Quatro anos depois, a indústria automobilística alemã, Volkswagen, que fabrica o carro, montava a primeira fábrica no Brasil, num espaço de 10 mil metros quadrados.

Até 1957, mais de 2 mil fuscas novinhos em folha saíram da linha de montagem. No começo, o modelo era importado da Alemanha para ser montado aqui. Depois, passou a ser fabricado na filial brasileira da indústria alemã.

Nos anos 60, o Fusca já era líder no mercado brasileiro, com mais de 30 mil unidades vendidas em 1962. Em 4 de julho de 1967, a Wolkswagen atinge a marca de meio milhão de fuscas vendidos no Brasil.

As vendas continuam cada vez melhores no início da década de 70. Em 1973, mais de 220 mil fuscas - 40% das vendas totais de carros no país - foram vendidos. O modelo Fusca Sedan ("fuscão"), luxuoso e equipado com cinto de segurança, surge nessa época.

Um ano depois é lançado o Super-fuscão, com motor de 1.600 cilindradas. E em 1979, o desenho original sofre mais uma das 2.500 modificações, com a introdução de lanternas traseiras maiores que a anterior. Logo ganhariam o apelido de "Fafá", em referência à cantora Fafá de Belém.

A decáda de 80 marca o fim da carreira do Fusca no Brasil. Em 1986, a Wolkswagen anunciou que o modelo seria descontinuado por ser um carro que exigia uma produção manual e não permitia o desenvolvimento de modelos derivados - característica dos carros modernos.

Com a chegada do Gol, Saveiro, Parati e Voyage, observa-se uma queda brusca de vendas, o que determinaria de vez o fim da fabricação daquele que já foi o carro mais vendido do país.

Mas nos anos 90, exatamente em 1993, ele ressurge a pedido do então presidente da república, Itamar Franco, que pretendia oferecer uma alternativa popular de carro. Foram 8 meses de preparativos e ajustes e um investimento de US$ 30 milhões para recolocar o fusca no mercado brasileiro.

As inovações foram muitas: vidros laminados, catalisador, barras estabilizadoras na traseira e na frente, pneus radiais, freio dianteiro a disco e cintos de segurança de três pontos. No entanto, em 1997, ele é retirado de linha novamente.

Um ano depois, é apresentado oficialmente no Salão do Automóvel de Detroit (EUA) numa versão dirigida aos norte-americanos. No Brasil, chegaria com o nome de "New Beetle" (novo besouro). Do antigo fusca, apenas as linhas arredondadas. A parte mecânica foi reformulada e o modelo também ganhou motor 2.0 de 116 cavalos e freios a disco nas 4 rodas.

Você Sabia?

O fusca, diferentemente dos outros carros, tem a carroceria aparafusada e não soldada, o que facilita os reparos

Foi o holândes Bem Pon o responsável pela exportação dos primeiros fuscas ao mercado norte-americano. Logo depois, ele desistiu devido ao grande ceticismo demonstrado pelo público americano. Anos mais tarde o fusca era uma coqueluche nos Estados Unidos. As vendas deslancharam a partir de 1955 e até 1965 2 milhões de unidades já haviam sido vendidas, além de uma lista de espera de 9 meses pelo carro.

O fusca era muito ridicularizado no início de suas importações para os Estados Unidos e sofria várias brincadeiras freqüentes como a que consistia em abrir o capô e perguntar pelo motor. Depois, ir até a parte de trás e falar: "colocaram o motor na mala"

O fusca é o carro mais vendido em todos os tempos, com mais de 21 milhões de carros vendidos

Já foram produzidos mais de 21 milhões de Fuscas no mundo desde 1938

O Encontro Nacional do Fusca de 1995 está registrado na edição nacional do Guinness Book (o "Livro dos Recordes") com a marca de 2.728 carros reunidos no Autódromo de Interlagos, em São Paulo

Bananinha é o apelido que foi dado ao componente eletromecânico que existia nas colunas dos Fuscas fabricados até 1959, em lugar da tradicional "luz de seta" das lanternas

No Brasil, foram fabricados mais de 3,3 milhões de Fuscas entre 1959 e 1996

Fonte: IBGE


Com 70 anos de idade, este “vovô” é um dos carros mais queridos da história do automobilismo. Se vovô Fusca falasse, por certo não deixaria de contar que foi o único automóvel a voltar para a linha de produção por um pedido de um Presidente da República, no caso, Itamar Franco, em 1993.

Fusca

O projeto do Fusca foi um pedido de Adolf Hitler ao projetista Ferdinand Porsche, ainda antes da guerra. O ditador alemão queria um carro que fosse prático, de fácil manutenção e que durasse bastante.

Em 1935, o carro é lançado oficialmente com o nome de “Volkswagen”, que em alemão significa "carro do Povo". Equipado com motor refrigerado a ar, sistema elétrico de seis volts e câmbio seco de quatro marchas, o Fusca foi uma revolução para uma época em que os automóveis não possuiam mais do que três marchas.

Fusca

No Brasil o primeiro Volkswagen foi fabricado em janeiro de 1959, mas desde 1950 os “besouros” já passeavam pelas ruas do país. Por uma corruptela do nome, acabou sendo chamado de Fusca e assim ficou conhecido. Desde então foram vendidos no Brasil mais de 3.350.000 “fucas”, outra versão do apelido.

A Volkswagen (este passou a ser o nome da empresa) deixou de fabricar o Fusca no Brasil em 1986. Mas no ano de 1993, o então presidente Itamar Franco, com a idéia de lançar um carro popular, incentivou o relançamento do Fusca. Foram vendidas mais de 40 mil unidades até julho de 1996, quando saiu novamente de produção.

A última montadora Volkswagen a produzir o Fusca encerrou suas atividades no México, em 30 de junho de 2003, totalizando 21.529.464 fabricados no mundo.

O New Beetle, montado sob a plataforma do VW Golf, foi a alternativa que a Volkswagen encontrou para oferecer uma versão do fusca que pudesse contemplar todos os avanços tecnológicos da indústria automobilística. O New Beetle segue as linhas arredondadas do velho Fusca, mas as semelhanças param por aí. Diante de tanta sofisticação para alcançar uma boa posição de mercado, venceu a corrida da modernidade mas deixou para trás o título de “carro do povo”.


Se os velhos fuscas falassem...


Fonte: www2.portoalegre.rs.gov.br

















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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Informativo Henrique Casamata - Nº 001 - Dezembro 2009


Degradado, o Rio Marinho pede socorro
A importância do Rio Marinho para o desenvolvimento da Grande Vitória é inegável. Além de grande fornecedor de água potável, nele foram realizadas a primeira obra de transposição de águas e a primeira experiência de logística com sucesso no Brasil.

Desconhecido pela grande maioria das pessoas, o Rio Marinho agoniza. Nas margens do Rio Marinho podemos assistir cenas que ilustram a luta travada entre a natureza e as atividades inconseqüentes do homem. Detritos como sacolas plásticas, entulhos, móveis e papéis diversos, dividem espaço com as poucas flores e peixes, resultantes da degradação ambiental. A maioria das inundações que ocorrem são
causadas pela falta de preservação ambiental. As fotos mostram a agonia do Rio Marinho. Veja mais no site www.henriquecasamata.com.br.

No imaginário dos apaixonados pelo Rio Marinho acreditamos poder navegar da baia de Vitória até a Barra do Jucú e nos deliciarmos de uma bela muqueca capixaba.
Não é sonho...A recuperação do Rio Marinho é possível e temos muitos exemplos de rios recuperados no mundo inteiro. Precisamos ter vontade política e agir, aproveitar o momento em que a preservação ambiental está na agenda mundial, os atores interessados num Estado ambientalmente correto e ambiente promissor vivido pelo ES.

Empreendedor individual: o maior programa de inclusão social do mundo

O Empreendedor Individual, programa instituído pela Lei Geral da Micro e Pequena Empresa para facilitar a formalização de manicures, pintores, costureiras, carpinteiros, cabeleireiros, artesãos, sapateiros, entre outras profissões.
A despeito de todos os benefícios previstos para a micro e pequena empresas na Lei Geral, editada em dezembro/2006, muitas continuaram na informalidade, indicando o não atendimento às necessidades do setor. De acordo com dados do Sebrae Nacional existem no Brasil cerca de 6 milhões empreendedores informais.

Mais do que formalização, O Empreendedor Individual reflete as transformações estruturais recentes no Brasil e tem implícito na sua implementação um importante viés social, pois oportuniza uma nova visão do trabalhador individual, antes à margem da sociedade, proporcionando direitos e oportunidades para inúmeros pequenos negócios. Com a formalização, ganha o empreendedor, ganha o desenvolvimento, ganha a sociedade.




As facilidades para o Empreendedor Individual começam pelo registro. O empresário que trabalha sozinho, ou com até um funcionário, e possui renda bruta anual de até R$ 36 mil pode fazer a inscrição pela internet, no site www.portaldoempreendedor.gov.br. O cadastro possibilita a emissão de notas fiscais, abertura de contas bancárias, acesso a linhas de crédito e financiamentos do Governo Federal, entre outros benefícios. Está enquadrado no Simples Nacional, com isenção dos impostos federais e a sua despesa será com um imposto único de até R$ 57,15, assegurando o direito a todos os benefícios previdenciários.
Complexo portuário capixaba: necessidade de reposicionamento urgente
A posição privilegiada do Espírito Santo no contexto do comércio internacional, principalmente para os Estados de Minas Gerais, Goiás e o Distrito Federal, coloca em destaque a atividade portuária, que representa 65% do PIB para o Estado e para Vila Velha uma das principais atividades arrecadação de impostos.

O porto apresenta operações com inúmeros tipos de carga, mas a eficiência poderia ser maior, não fossem as restrições impostas pelo crescimento desordenado dos municípios de Vitória e Vila Velha, resultando na falta de áreas retroportuárias, deficitária mobilidade urbana, baixo calado do canal, que limita o tráfego de grandes embarcações. Todos esses fatores contribuíram para a evasão de mercadorias para outros portos.

Além desses fatores, os investimentos do Governo Federal na área portuária, no conceito de “superportos”, nos levam a refletir e analisar a sobrevivência dos portos capixabas dentro do novo cenário nacional.
Em contrapartida, outras atividades podem ser implementadas, consolidando-se num pólo especializado em atividades de apoio às operações off-shore e indústria metal-mecânica, em razão da exploração do petróleo e gás. É um


projeto importante para incrementar a atividade portuária com cargas de maior valor agregado.

A oportunidade está à nossa porta, vamos aproveitá-la, caso contrário, nem “a ver navios” ficaremos, pois aqui eles não estarão mais...

sábado, 5 de dezembro de 2009

A imprensa é a responsável por criminalizar os movimentos sociais


Foi divulgado nesta semana um relatório da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH) que denuncia tentativas de criminalização dos movimentos sociais no Rio Grande do Sul, e faz 28 recomendações a instituições do governo do Estado (entre elas a Brigada Militar) e ao Ministério Público Estadual. São apontados, no relatório, diversos casos que comprovam a prática, como o assassinato do integrante do MST Élton Brum e o fechamento das escolas itinerantes do movimento. A conclusão é de que, desde 2005, a ação repressiva vem em um crescente expressivo. O relatório faz críticas ao governo Yeda Crusius (PSDB), à Brigada Militar e ao Ministério Público Estadual, e pede mudanças.

Onde saiu essa notícia? A Zero Hora e o Correio do Povo não deram uma linha sobre o assunto. A reportagem, da repórter Bianca Costa, foi publicada na Agência Brasil de Fato, e reproduzida pelo site da Revista Fórum. A grande imprensa mais uma vez calou. Mas não sem motivo.

Da mesma forma que MPE, governo estadual e Brigada Militar, os grandes veículos de comunicação fazem parte da estratégia de criminalização dos movimentos sociais. E possuem, nesse sentido, um papel ainda mais atuante do que as outras instituições citadas. Os ataques da grande imprensa são constantes, quase diários, e criam uma atmosfera constante de enfrentamento entre instituições e movimentos sociais e, especialmente, entre estes e a sociedade. Essa tensão entre movimentos e sociedade é mais um agente a impulsionar a violência institucional, e é criada e reforçada pela grande imprensa.

Não tive acesso aos relatórios da SEDH, mas o que a leitura da reportagem dá a entender é que não há referências às ações da imprensa. Se realmente for o caso, é uma falha grave, pois deixa de fora o principal agente repressivo e tira importância da principal arma de repressão e criminalização: a palavra.

Jornalismo B


* O mais novo escândalo político brasileiro tem demonstrado mais uma vez as sutilezas manipulativas de alguns veículos. A Folha de São Paulo, o jornal O Globo e o site G1, entre outros, têm se referido ao caso como “mensalão do DEM”. Enquanto isso e já meses atrás, se referia e se refere ao outro caso de mensalão – com denúncias contra o senador do PSDB, Eduardo Azeredo – como “mensalão mineiro”. Por que um é ligado ao partido e o outro não? Não seria “mensalão do PSDB”? As eleições estão aí…

Alexandre Haubrich

Fonte: DESABAFO BRASIL

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

FOCO NO MERCADO. SAIBA PARA ONDE CORRER



A todo o momento estamos tomando decisões e é impossível deixar de tomálas. A tomada de decisão deve ser encarada como um processo, isto é, possui entradas e saídas. Entram informações e saem decisões. Esse ambiente incerto tornou o processo de tomada de decisão e de planejamento bem mais difíceis para as empresas e aumentou os riscos corridos diariamente.


riscos corridos diariamente



FOCO NO MERCADO AINDA é a chave do sucesso que muitas empresas estão utilizando para sobreviver a um ambiente hostil e mutante. Esta estratégia visa obter não mais “clientes fiéis”, mas sim “clientes leais”. Se fidelidade é o consumo exclusivo e efetivo de produto (que pode ser obtido por promoção, programa de fidelização ou cochilo do concorrente), lealdade é a preferência de consumo obtida pela efetiva satisfação e identificação do consumidor com a marca. Quando se busca a lealdade dos clientes, não se deve esquecer de também dos empregados ou colaboradores, dos fornecedores, dos distribuidores e dos acionistas. Ser tão rápida quantos as mudanças que regem o ambiente é uma necessidade para as empresas. Para ser rápida é necessário
um processo de comunicação que permita ágil e efetivo. Ouvir o que os clientes e funcionários têm a dizer é o segredo do processo de comunicação, mas nem sempre é fácil. Quanto aos clientes, existem 5 questões que as empresas devem fazer para chegar a uma estratégia que produza resultados excepcionais, sem cair na tentação de responder
em nome deles, são elas:

• Quais são suas necessidades e expectativas ?
• O que é mais importante entre essas necessidades?
• Como vocês nos avaliam ?
• Como avaliam nossos concorrentes ?
• O que podemos fazer para superar suas expectativas?

Quanto aos funcionários, o ideal é ter um sistema de informação eficaz e eficiente, que viabilize rapidez no fluxo de informações dentro da empresa. É bom lembrar que, deve-se fluir apenas aquelas informações realmente necessárias a cadeia de processos da organização empresarial em questão, principalmente ao processo de planejamento.

A todo o momento estamos tomando decisões e é impossível deixar de tomá-las. A tomada de decisão deve ser encarada como um processo, isto é, possui entradas e saídas. Entram informações e saem decisões. Esse ambiente incerto tornou o processo de tomada de decisão e de planejamento bem mais difíceis para as empresas e aumentou os riscos corridos diariamente. Estudiosos afirmam que é possível para a empresa proteger-se do impacto negativo das mudanças, preservando-se para futuras oportunidades de sucesso. Para isto, os responsáveis pela tomada de decisão devem tomar algumas precauções no processo de planejamento, como por exemplo, reconhecer que haverá erros nas previsões e contabilizar o preço disso, e estabelecer como prioridade a revisão periódica dos custos, a busca de maior diferenciação de produtos, o investimento em economia de escala, a mensuração do impacto causado por transformações externas à organização e o aumento da flexibilidade, tanto em custos trabalhistas quanto de fornecedores.

Na guerra do Vietnã a maioria dos soldados americanos morria por emboscada em locais de bifurcação e em vilarejos, depois dos ataques eram verificados os motivos, a maioria das balas que atingiam os soldados eram da própria tropa, que no desespero começavam a revidar, sem se dar conta da sua localização dentro da tropa. A única chance de escapar era focalizar um local fora de risco e correr para lá, isto e, ter foco, Saiba para onde correr em tempos difíceis, pode ser a sua única salvação.

Como sobreviver em um ambiente de mudanças? O segredo é mudar também, acompanhá-las de perto, lado a lado. Modificar a forma de conduzir os negócios, com o estabelecimento de novas prioridades estratégicas e operacionais e com mais empenho em medir e reduzir os riscos. Algumas destas mudanças podem ser:

• Controle efetivo de custos;
• Aumento da flexibilidade geral;
• Diferenciação de produto;
• Economia de escala;
• Mensuração do impacto das mudanças;
• Seletividade do mercado.


Fonte: Revista VerboNews




Audi A8 chega a sua terceira geração com oito marchas


Fotos: Divulgação




Sedã de alto luxo de alumínio terá motores V8 a gasolina e a diesel e uma grande quantidade de equipamentos


A terceira geração do Audi A8, chamada internamente de D4, já havia sido antecipada por nossas fotos de segredo e, principalmente, por sua projeção, que se mostrou bastante fiel ao resultado final, apresentado em Miami, nos EUA. Com motores V8 a diesel e a gasolina, o sedã de alumínio e de alto luxo chega também com um câmbio automático Tiptronic de oito marchas, um de seus maiores destaques.

O principal, de todo modo, é a nova aparência do enorme sedã. Aliás, enorme não é apenas força de expressão: o novo carro tem 5,14 m de comprimento, 2,99 m de entre-eixos, 1,95 m de largura e 1,46 m de altura. O estilo, arrojado, mas sem ousadias, se destaca em especial por seu conjunto óptico, que agrega DRL (Daytime Running Lights), os chamados faróis diurnos, sistemas que dão bastante personalidade ao automóvel. Falando em lanternas e faróis, o Audi A8 herda do R8 a possibilidade de ter todos os seus sistemas de iluminação com LEDs, algo que nenhum fabricante, fora a Audi, oferece até hoje. Os LEDs são energeticamente mais eficientes e mais luminosos que qualquer outro sistema disponível hoje no mercado.

Alumínio

Um dos detalhes mais interessantes a respeito do Audi A8, desde sua primeira geração, é o uso de alumínio na carroceria, o que o torna um modelo grande, sim, mas bem mais leve que seus congêneres. O Audi Space Frame, ou ASF, continua na ativa na construção do modelo de luxo, mas com aperfeiçoamentos. O uso de novas ligas e de novos desenhos de peças, mais rígidas, mas com menos necessidade de material, ajudaram a reduzir o peso da carroceria em 6,5 kg. Pode parecer pouco, mas vale lembrar que o A8 de terceira geração é quase 10 cm maior que o anterior.

Além de mais leve, a carroceria também é mais rígida e aerodinâmica. O rigidez torcional do A8 está 25% maior que a da geração anterior, enquanto o coeficiente aerodinâmico está em 0,26, um dos mais baixos do mundo, parelho com o do novo Mercedes-Benz Classe E.

Em termos de motorização, as iniciais serão dois V8, um a gasolina, de 4,2 litros, 372 cv e 445 Nm, e outro a diesel, também 4,2-litros, mas com 350 cv e incríveis 800 Nm de torque. Para quem não precisar de tudo isso, mas ainda quiser um A8 a diesel (opção que os brasileiros não têm, infelizmente), haverá a opção de um V6 de 3 litros, com 250 cv e 550 Nm. Mais adiante, o mesmo V6 3.0 TDI terá uma versão mais fraquinha, de 204 cv.

Para comandar todas essas usinas de força a Audi coloca à disposição um novo câmbio automático Tiptronic, criado por conta do perfil conservador dos compradores do A8, especialmente nos EUA, onde novidades como o câmbio DSG, automatizado de dupla embreagem, podem soar suspeitas e atrapalhar as vendas. O novo automático, de gerenciamento totalmente eletrônico, tem oito marchas, o que coloca o A8 em compasso com seus principais concorrentes, o Mercedes-Benz Classe S, o BMW Série 7 e o Lexus LS600.

Tração integral permanente

O novo A8 oferece, como seus concorrentes, controlador de velocidade que diminui a velocidade se encontra obstáculos à frente, auxílio de visão noturna, contra pontos cegos e muitos outros sistemas eletrônicos de segurança, mas é em termos dinâmicos que ele pretende se destacar. E isso começa no tradicional sistema quattro, de tração integral permanente.

Com potência mais voltada para a tração traseira, o carro se comporta de modo bem esportivo, algo em que ele recebe a ajuda da suspensão pneumática, regulável de acordo com o perfil de direção desejada (de confortável a esportiva). Esse sistema de regulagens afeta não só a suspensão, que tem todos os braços feitos em alumínio, mas também os freios e a direção (que tem relações variáveis), algo que a Audi chama de “chassi adaptativo”.

As vendas do sedã mais luxuoso da Audi começam no início do ano que vem. Isso nos mercados em que ele tem preços mais acessíveis e maiores volumes de venda. Ao Brasil, o carrão deve chegar no segundo semestre do ano que vem.





























Audi A8 chega a sua terceira geração com oito marchas

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Texto: Gustavo Henrique Ruffo


Fonte: www.webmotors.com.br/wmPublicador/Esportivos















A MELHOR FORMA PARA COMPRAR OU VENDER SEU VEÍCULO OKM OU USADO!!

Alfa Romeo apresenta o substituto do 147, o Giulietta






Fotos: Divulgaçã

Modelo, cotado para chamar 149 ou Milano, adota nomenclatura saudosista, motores turbo estilo ousado para ajudar Cuore Sportivo a sobreviver


Nós temos a satisfação, vez por outra, de dar notícia velha. Velha, diga-se de passagem, para nossos leitores. É o caso do sucessor do Alfa Romeo 147, que, em julho, nós mostramos sob o nome de Milano, o mais cotado na época para o novo carro. Mas a marca do Cuore Sportivo decidiu adotar outro nome, mais saudosista, e vai chamar o carro de Giulietta, conforme comprovam as fotos oficiais que ela divulgou.

Nós vínhamos acompanhando o carro com atenção. Primeiro, com fotos de segredo, depois com a ajuda de Gianmario Deriu, que flagrou o carro e teve suas fotos divulgadas primeiro por meio do blog holandês Autoblog.nl e, de lá, para o mundo todo.

O Giulietta chega num momento importante. Sergio Marchionne, CEO do grupo Fiat, disse em entrevista à Automotive News Europe que é preciso criar um plano de longo prazo para a marca a fim de “preservar efetivamente o maior valor possível para a Fiat”. Com isso, Marchionne quis dizer que a marca não pode mais ficar se reinventando, mas sim adotar uma linha de conduta e segui-la até o final, seja o final qual for. Isso, para uma empresa que vende hoje metade do que vendia em 2000, soa a ameaça, mas o lado bom da coisa é que a chegada da Chrysler pode devolver ao Cuore Sportivo algo que seus fãs reclamam há muito tempo: a volta da tração traseira.

Plataformas da marca norte-americana poderão ser usadas para substituir os modelos 159 e 166, além de a Jeep poder ajudar a marca italiana a ter seu primeiro utilitário esportivo. Enquanto isso não é definido, o Giulietta deve ser o último lançamento da Alfa Romeo por um bom tempo. Ele deve ser oficialmente apresentado ao público no Salão de Genebra do ano que vem. O restante da linha deverá se manter à venda da maneira que está, sem investimentos que não uma reestilização ou outra.

Inicialmente, pensava-se que o sucessor do 147 se chamaria 149, mas a nomenclatura dos carros da Alfa Romeo vem mudando desde o lançamento do Mi.To. O Mi.To, aliás, substituiu a versão de três portas do 147. Pode parecer estranho, mas os dois carros têm plataformas diferentes. Enquanto a do Mi.To é a mesma do Fiat Punto, a do Giulietta é a mesma do Fiat Bravo. Esse parentesco fica claro com o flagrante que fizemos em janeiro do ano passado, de uma mula do Giulietta com carroceria do carro médio da Fiat.

A plataforma do Bravo é a mesma do Stilo com alguns melhoramentos, o que, para os brasileiros, representa uma excelente notícia, uma vez que a chegada do novo modelo médio da Fiat está prevista para 2010, depois de ter sido adiada diversas vezes (em prejuízo do carro, que já está ficando velho no exterior). Para os alfistas, isso também é bom, uma vez que, se a Fiat resolver importar o Giulietta para o Brasil, sua manutenção tende a ser mais simples.

Considerando as fotos do novo carro, bom seria se a Fiat resolvesse produzir o Giulietta por aqui e chamá-lo de Fiat, como fará com a nova Idea, nada mais que a minivan Lancia Musa. Se temos direito a Lancia, por que não a Alfa?

O novo Alfa, que tem 4,35 m de comprimento, 1,80 m de largura, 1,46 de altura e entre-eixos de 2,63 m, com um porta-malas de 350 l, pretende se opor principalmente ao VW Golf, campeão de vendas na Europa em seu segmento, o de hatches médios.

Para quem procurar o Giulietta por suas promessas de esportividade, a Alfa Romeo pretende não frustrar as expectativas. Haverá, de início, quatro opções de motorização: duas a gasolina, uma 1,4-litro turbo de 120 cv e outra, também 1,4-litro turbo, com tecnologia MultiAir, de 170 cv, e duas a diesel, uma 1,6-litro JTDM de 105 cv e uma 2-litros JTDM de 170 cv. O modelo topo de linha, o Quadrifoglio Verde, terá um motor de 1,75 litro turbo de 235 cv.

Para tornar essa cavalaria mais interessante de domar, a Alfa Romeo equipará todos os Giulietta com o sistema DNA, que ajusta motor, câmbio, direção, o diferencial eletrônico Q2 e o sistema de controle de estabilidade para três programas de condução: Dynamic (esportivo), Normal (auto-explicativo) e All Weather, para pisos em condições escorregadias.

As vendas do novo Giulietta começam logo após o Salão de Genebra na Europa, com preços iniciais em torno de 20 mil euros, na Europa, pouco menos de R$ 60 mil. Tomara que esse Giulietta, diferentemente da de Shakespeare, tenha um final feliz.


Texto: Gustavo Henrique Ruffo


Fonte: www.webmotors.com.br/wmPublicador/Esportivos





Alfa Romeo apresenta o substituto do 147, o Giulietta

Alfa Romeo apresenta o substituto do 147, o Giulietta

Alfa Romeo apresenta o substituto do 147, o Giulietta













































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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Caetano Veloso: Um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso

Eu já estava estressado
Temendo até por vingança.
Meus alunos na escola
Leitores da ‘cordelança’
E a galera em geral
Sempre a me fazer cobrança.

Todo mundo me acusando
De cordelista medroso
Omisso, conservador
Educador preguiçoso
Por não me pronunciar
Sobre Caetano Veloso.

Logo eu, trabalhador,
Um pouco alfabetizado
Baiano de Santa Bárbara
Sertanejo antenado
Acima de tudo um forte...
E por que ficar calado?

Resolvi tomar coragem
E entrei logo em ação.
Fui dialogar com o povo
E colher a opinião
Se Caetano está correto
Ou merece punição.

Lápis e papel na mão
Comecei a anotar
Tudo em versos de cordel
Da cultura popular
A respeito de Caetano
Conforme vou relatar.

— Artista santo-amarense
Amante da burguesia
Esse baiano arrogante
Cheio de filobostia
Discrimina o presidente
Esbanjando ironia.

— Caro artista prepotente
Tenha mais discernimento.
Seja um Chico Buarque
Seja Milton Nascimento
Seja a luz do Raul Seixas
Deixe de ser rabugento.

— O Caetano deveria
Ser modesto e mais gentil
Porém o seu narcisismo
Que não é nada sutil
Faz dele um homem frustrado
Por ser bem menor que Gil.

— Seu comportamento vil
É algo de outra vida
Ele insiste em muitos erros
Não cura sua ferida
Por isso sua falação
É de alma involuída.

— Caetano é um arrogante
Partidário da exclusão
O que ele fez com Lula
Faz com qualquer cidadão
Sobretudo gente humilde
Que não tem diplomação.

— Por que este cidadão
( o Caetano escleroso )
Não criticou Figueiredo
Presidente desastroso ?
Além de aproveitador
O Caetano é medroso.

— Esse Cae que ora vejo
Não representa a Bahia.
Ser o chefe da Nação
Esse invejoso queria
Mas a sua paranóia
Pouco a pouco lhe atrofia.

— Já pensou se o Caetano
Fosse então educador ?!
“Mataria” os seus alunos
Pela falta de pudor
Pela discriminação
Pelo brio de ditador.

— Ele não leu Marcos Bagno
Pois é leitor displicente.
Seu preconceito lingüístico
Contra o nosso presidente
Discrimina Santo Amaro
Terra de Assis Valente.

— Ele ofende até os mortos:
Paulo Freire, Gonzagão
Patativa do Assaré
O Catulo da Paixão
Ivone Lara, Cartola
Pixinguinha, Jamelão...

— Caetano é um imbecil
Da ditadura um amante.
Um artista egocêntrico
Decadente ambulante
Se julga intelectual
Mas é mesmo arrogante.

— A Bahia está de luto
Diante da piração
Desse artista rabugento
Que adora a exclusão,
Vaca profana, ególatra
Que quer chamar a atenção.

— Vai de reto, Caetanaz
Pega o Menino do Rio
Garoto alfabetizado
Que te provoca arrepio.
Esse sim, não é grosseiro
Nem cafona pro teu cio.

— Um burguês reacionário
Que odeia a pobreza.
Ele não gosta de negro
E só vive na moleza.
Sempre foi um lambe-botas
Do Toninho Malvadeza.

— Vou atender meu cachorro
Pois é algo salutar
Muito mais que prazeroso
Que parar pra escutar
O Caetano elitista
Que começa a definhar.

— Certamente o Caetano
Esqueceu do Gardenal.
Bem na hora da entrevista
Lá se foi o bom astral
Desandou no Estadão
Dando um show de besteiral !

— Caetano ‘Cardoso’ segue
Sempre a favor do “vento”
Por entre fotos e nomes
Sem lenço nem argumento
Vivendo só do passado,
Cada vez mais ciumento.

— Eu respeito a sua arte
Mas preciso declarar
Que quando não tá na mídia
Cae começa a atacar
Sobre tudo as pessoas
De origem popular.

— O Caetano gosta mesmo
É de gente diplomada:
Serra, Aécio, Jereissati,
Toda tribo elitizada...
Bajulou FHC
Que fez muita trapalhada.

— O Caetano discrimina
Pois está enciumado.
Na verdade, o nosso Lula
É um homem educado.
Um nordestino sensível
Muito mais que antenado.

— Dona Canô, com 100 anos
Não perdeu a lucidez.
Mas seu filho Caetano
Ficou pirado de vez
Transformando-se num “cara”
De profunda insensatez.

— Ofendeu Marina Silva
— Através do Silogismo
Mistura de Lula e Obama
Logo quer dizer racismo:
Mulher cafona, grosseira
Analfabeta – que abismo!

Adoro Mabel Veloso,
Betânia, dona Canô...
Para toda essa família
Meu carinho, meu alô.
Mas o mestre Caetanaz
Já está borocoxô!

É proibido proibir
O cordelista versar
Pois conforme disse Cae
“Gente é para brilhar”.
Então permita ao poeta
Liberdade de pensar.

Brasileiros, brasileiras
A Bahia está de luto.
Racistas em nossa terra
Radicalmente eu refuto.
Estamos envergonhados,
Todos fomos humilhados
Oh Caetano ‘involuto’.

Salvador, triste primavera de 2009


Autor: Antonio Barreto, natural de Santa Bárbara-Ba.