Informativo Henrique Casamata - Nº 001 - Dezembro 2009 | ||||
Degradado, o Rio Marinho pede socorro | ||||
| A importância do Rio Marinho para o desenvolvimento da Grande Vitória é inegável. Além de grande fornecedor de água potável, nele foram realizadas a primeira obra de transposição de águas e a primeira experiência de logística com sucesso no Brasil. Desconhecido pela grande maioria das pessoas, o Rio Marinho agoniza. Nas margens do Rio Marinho podemos assistir cenas que ilustram a luta travada entre a natureza e as atividades inconseqüentes do homem. Detritos como sacolas plásticas, entulhos, móveis e papéis diversos, dividem espaço com as poucas flores e peixes, resultantes da degradação ambiental. A maioria das inundações que ocorrem são | causadas pela falta de preservação ambiental. As fotos mostram a agonia do Rio Marinho. Veja mais no site www.henriquecasamata.com.br. No imaginário dos apaixonados pelo Rio Marinho acreditamos poder navegar da baia de Vitória até a Barra do Jucú e nos deliciarmos de uma bela muqueca capixaba. Não é sonho...A recuperação do Rio Marinho é possível e temos muitos exemplos de rios recuperados no mundo inteiro. Precisamos ter vontade política e agir, aproveitar o momento em que a preservação ambiental está na agenda mundial, os atores interessados num Estado ambientalmente correto e ambiente promissor vivido pelo ES. | |||
Empreendedor individual: o maior programa de inclusão social do mundo | ||||
O Empreendedor Individual, programa instituído pela Lei Geral da Micro e Pequena Empresa para facilitar a formalização de manicures, pintores, costureiras, carpinteiros, cabeleireiros, artesãos, sapateiros, entre outras profissões. | As facilidades para o Empreendedor Individual começam pelo registro. O empresário que trabalha sozinho, ou com até um funcionário, e possui renda bruta anual de até R$ 36 mil pode fazer a inscrição pela internet, no site www.portaldoempreendedor.gov.br. O cadastro possibilita a emissão de notas fiscais, abertura de contas bancárias, acesso a linhas de crédito e financiamentos do Governo Federal, entre outros benefícios. Está enquadrado no Simples Nacional, com isenção dos impostos federais e a sua despesa será com um imposto único de até R$ 57,15, assegurando o direito a todos os benefícios previdenciários. | |||
Complexo portuário capixaba: necessidade de reposicionamento urgente | ||||
| A posição privilegiada do Espírito Santo no contexto do comércio internacional, principalmente para os Estados de Minas Gerais, Goiás e o Distrito Federal, coloca em destaque a atividade portuária, que representa 65% do PIB para o Estado e para Vila Velha uma das principais atividades arrecadação de impostos. O porto apresenta operações com inúmeros tipos de carga, mas a eficiência poderia ser maior, não fossem as restrições impostas pelo crescimento desordenado dos municípios de Vitória e Vila Velha, resultando na falta de áreas retroportuárias, deficitária mobilidade urbana, baixo calado do canal, que limita o tráfego de grandes embarcações. Todos esses fatores contribuíram para a evasão de mercadorias para outros portos. Além desses fatores, os investimentos do Governo Federal na área portuária, no conceito de “superportos”, nos levam a refletir e analisar a sobrevivência dos portos capixabas dentro do novo cenário nacional. Em contrapartida, outras atividades podem ser implementadas, consolidando-se num pólo especializado em atividades de apoio às operações off-shore e indústria metal-mecânica, em razão da exploração do petróleo e gás. É um | projeto importante para incrementar a atividade portuária com cargas de maior valor agregado. A oportunidade está à nossa porta, vamos aproveitá-la, caso contrário, nem “a ver navios” ficaremos, pois aqui eles não estarão mais... | |||
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
sábado, 5 de dezembro de 2009
A imprensa é a responsável por criminalizar os movimentos sociais
Foi divulgado nesta semana um relatório da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH) que denuncia tentativas de criminalização dos movimentos sociais no Rio Grande do Sul, e faz 28 recomendações a instituições do governo do Estado (entre elas a Brigada Militar) e ao Ministério Público Estadual. São apontados, no relatório, diversos casos que comprovam a prática, como o assassinato do integrante do MST Élton Brum e o fechamento das escolas itinerantes do movimento. A conclusão é de que, desde 2005, a ação repressiva vem em um crescente expressivo. O relatório faz críticas ao governo Yeda Crusius (PSDB), à Brigada Militar e ao Ministério Público Estadual, e pede mudanças.
Onde saiu essa notícia? A Zero Hora e o Correio do Povo não deram uma linha sobre o assunto. A reportagem, da repórter Bianca Costa, foi publicada na Agência Brasil de Fato, e reproduzida pelo site da Revista Fórum. A grande imprensa mais uma vez calou. Mas não sem motivo.
Da mesma forma que MPE, governo estadual e Brigada Militar, os grandes veículos de comunicação fazem parte da estratégia de criminalização dos movimentos sociais. E possuem, nesse sentido, um papel ainda mais atuante do que as outras instituições citadas. Os ataques da grande imprensa são constantes, quase diários, e criam uma atmosfera constante de enfrentamento entre instituições e movimentos sociais e, especialmente, entre estes e a sociedade. Essa tensão entre movimentos e sociedade é mais um agente a impulsionar a violência institucional, e é criada e reforçada pela grande imprensa.
Não tive acesso aos relatórios da SEDH, mas o que a leitura da reportagem dá a entender é que não há referências às ações da imprensa. Se realmente for o caso, é uma falha grave, pois deixa de fora o principal agente repressivo e tira importância da principal arma de repressão e criminalização: a palavra.
Jornalismo B
Alexandre Haubrich
Fonte: DESABAFO BRASIL
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
FOCO NO MERCADO. SAIBA PARA ONDE CORRER
A todo o momento estamos tomando decisões e é impossível deixar de tomálas. A tomada de decisão deve ser encarada como um processo, isto é, possui entradas e saídas. Entram informações e saem decisões. Esse ambiente incerto tornou o processo de tomada de decisão e de planejamento bem mais difíceis para as empresas e aumentou os riscos corridos diariamente.
FOCO NO MERCADO AINDA é a chave do sucesso que muitas empresas estão utilizando para sobreviver a um ambiente hostil e mutante. Esta estratégia visa obter não mais “clientes fiéis”, mas sim “clientes leais”. Se fidelidade é o consumo exclusivo e efetivo de produto (que pode ser obtido por promoção, programa de fidelização ou cochilo do concorrente), lealdade é a preferência de consumo obtida pela efetiva satisfação e identificação do consumidor com a marca. Quando se busca a lealdade dos clientes, não se deve esquecer de também dos empregados ou colaboradores, dos fornecedores, dos distribuidores e dos acionistas. Ser tão rápida quantos as mudanças que regem o ambiente é uma necessidade para as empresas. Para ser rápida é necessário
um processo de comunicação que permita ágil e efetivo. Ouvir o que os clientes e funcionários têm a dizer é o segredo do processo de comunicação, mas nem sempre é fácil. Quanto aos clientes, existem 5 questões que as empresas devem fazer para chegar a uma estratégia que produza resultados excepcionais, sem cair na tentação de responder
em nome deles, são elas:
• Quais são suas necessidades e expectativas ?
• O que é mais importante entre essas necessidades?
• Como vocês nos avaliam ?
• Como avaliam nossos concorrentes ?
• O que podemos fazer para superar suas expectativas?
Quanto aos funcionários, o ideal é ter um sistema de informação eficaz e eficiente, que viabilize rapidez no fluxo de informações dentro da empresa. É bom lembrar que, deve-se fluir apenas aquelas informações realmente necessárias a cadeia de processos da organização empresarial em questão, principalmente ao processo de planejamento.
A todo o momento estamos tomando decisões e é impossível deixar de tomá-las. A tomada de decisão deve ser encarada como um processo, isto é, possui entradas e saídas. Entram informações e saem decisões. Esse ambiente incerto tornou o processo de tomada de decisão e de planejamento bem mais difíceis para as empresas e aumentou os riscos corridos diariamente. Estudiosos afirmam que é possível para a empresa proteger-se do impacto negativo das mudanças, preservando-se para futuras oportunidades de sucesso. Para isto, os responsáveis pela tomada de decisão devem tomar algumas precauções no processo de planejamento, como por exemplo, reconhecer que haverá erros nas previsões e contabilizar o preço disso, e estabelecer como prioridade a revisão periódica dos custos, a busca de maior diferenciação de produtos, o investimento em economia de escala, a mensuração do impacto causado por transformações externas à organização e o aumento da flexibilidade, tanto em custos trabalhistas quanto de fornecedores.
Na guerra do Vietnã a maioria dos soldados americanos morria por emboscada em locais de bifurcação e em vilarejos, depois dos ataques eram verificados os motivos, a maioria das balas que atingiam os soldados eram da própria tropa, que no desespero começavam a revidar, sem se dar conta da sua localização dentro da tropa. A única chance de escapar era focalizar um local fora de risco e correr para lá, isto e, ter foco, Saiba para onde correr em tempos difíceis, pode ser a sua única salvação.
Como sobreviver em um ambiente de mudanças? O segredo é mudar também, acompanhá-las de perto, lado a lado. Modificar a forma de conduzir os negócios, com o estabelecimento de novas prioridades estratégicas e operacionais e com mais empenho em medir e reduzir os riscos. Algumas destas mudanças podem ser:
• Controle efetivo de custos;
• Aumento da flexibilidade geral;
• Diferenciação de produto;
• Economia de escala;
• Mensuração do impacto das mudanças;
• Seletividade do mercado.
Fonte: Revista VerboNews
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Caetano Veloso: Um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso
Eu já estava estressado
Temendo até por vingança.
Meus alunos na escola
Leitores da ‘cordelança’
E a galera em geral
Sempre a me fazer cobrança.
Todo mundo me acusando
De cordelista medroso
Omisso, conservador
Educador preguiçoso
Por não me pronunciar
Sobre Caetano Veloso.
Logo eu, trabalhador,
Um pouco alfabetizado
Baiano de Santa Bárbara
Sertanejo antenado
Acima de tudo um forte...
E por que ficar calado?
Resolvi tomar coragem
E entrei logo em ação.
Fui dialogar com o povo
E colher a opinião
Se Caetano está correto
Ou merece punição.
Lápis e papel na mão
Comecei a anotar
Tudo em versos de cordel
Da cultura popular
A respeito de Caetano
Conforme vou relatar.
— Artista santo-amarense
Amante da burguesia
Esse baiano arrogante
Cheio de filobostia
Discrimina o presidente
Esbanjando ironia.
— Caro artista prepotente
Tenha mais discernimento.
Seja um Chico Buarque
Seja Milton Nascimento
Seja a luz do Raul Seixas
Deixe de ser rabugento.
— O Caetano deveria
Ser modesto e mais gentil
Porém o seu narcisismo
Que não é nada sutil
Faz dele um homem frustrado
Por ser bem menor que Gil.
— Seu comportamento vil
É algo de outra vida
Ele insiste em muitos erros
Não cura sua ferida
Por isso sua falação
É de alma involuída.
— Caetano é um arrogante
Partidário da exclusão
O que ele fez com Lula
Faz com qualquer cidadão
Sobretudo gente humilde
Que não tem diplomação.
— Por que este cidadão
( o Caetano escleroso )
Não criticou Figueiredo
Presidente desastroso ?
Além de aproveitador
O Caetano é medroso.
— Esse Cae que ora vejo
Não representa a Bahia.
Ser o chefe da Nação
Esse invejoso queria
Mas a sua paranóia
Pouco a pouco lhe atrofia.
— Já pensou se o Caetano
Fosse então educador ?!
“Mataria” os seus alunos
Pela falta de pudor
Pela discriminação
Pelo brio de ditador.
— Ele não leu Marcos Bagno
Pois é leitor displicente.
Seu preconceito lingüístico
Contra o nosso presidente
Discrimina Santo Amaro
Terra de Assis Valente.
— Ele ofende até os mortos:
Paulo Freire, Gonzagão
Patativa do Assaré
O Catulo da Paixão
Ivone Lara, Cartola
Pixinguinha, Jamelão...
— Caetano é um imbecil
Da ditadura um amante.
Um artista egocêntrico
Decadente ambulante
Se julga intelectual
Mas é mesmo arrogante.
— A Bahia está de luto
Diante da piração
Desse artista rabugento
Que adora a exclusão,
Vaca profana, ególatra
Que quer chamar a atenção.
— Vai de reto, Caetanaz
Pega o Menino do Rio
Garoto alfabetizado
Que te provoca arrepio.
Esse sim, não é grosseiro
Nem cafona pro teu cio.
— Um burguês reacionário
Que odeia a pobreza.
Ele não gosta de negro
E só vive na moleza.
Sempre foi um lambe-botas
Do Toninho Malvadeza.
— Vou atender meu cachorro
Pois é algo salutar
Muito mais que prazeroso
Que parar pra escutar
O Caetano elitista
Que começa a definhar.
— Certamente o Caetano
Esqueceu do Gardenal.
Bem na hora da entrevista
Lá se foi o bom astral
Desandou no Estadão
Dando um show de besteiral !
— Caetano ‘Cardoso’ segue
Sempre a favor do “vento”
Por entre fotos e nomes
Sem lenço nem argumento
Vivendo só do passado,
Cada vez mais ciumento.
— Eu respeito a sua arte
Mas preciso declarar
Que quando não tá na mídia
Cae começa a atacar
Sobre tudo as pessoas
De origem popular.
— O Caetano gosta mesmo
É de gente diplomada:
Serra, Aécio, Jereissati,
Toda tribo elitizada...
Bajulou FHC
Que fez muita trapalhada.
— O Caetano discrimina
Pois está enciumado.
Na verdade, o nosso Lula
É um homem educado.
Um nordestino sensível
Muito mais que antenado.
— Dona Canô, com 100 anos
Não perdeu a lucidez.
Mas seu filho Caetano
Ficou pirado de vez
Transformando-se num “cara”
De profunda insensatez.
— Ofendeu Marina Silva
— Através do Silogismo
Mistura de Lula e Obama
Logo quer dizer racismo:
Mulher cafona, grosseira
Analfabeta – que abismo!
Adoro Mabel Veloso,
Betânia, dona Canô...
Para toda essa família
Meu carinho, meu alô.
Mas o mestre Caetanaz
Já está borocoxô!
É proibido proibir
O cordelista versar
Pois conforme disse Cae
“Gente é para brilhar”.
Então permita ao poeta
Liberdade de pensar.
Brasileiros, brasileiras
A Bahia está de luto.
Racistas em nossa terra
Radicalmente eu refuto.
Estamos envergonhados,
Todos fomos humilhados
Oh Caetano ‘involuto’.
Salvador, triste primavera de 2009
Autor: Antonio Barreto, natural de Santa Bárbara-Ba.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Liderança comunitária se pronúncia a respeito da cota de R$ 500 mil para cada vereador de Vitória no orçamento de 2010
As emendas da Assembleia também são absurdas é sim um modo de fazer politicagem, pois dinheiro para construir capelas mortuárias, quadras, iluminar entidades privadas e outros absurdos que vemos, tudo isto deveria acabar. Parabéns por trazerem esta discursão. Espero que a intenção seja somento de socializar com a população que tem um acesso a rede.
sábado, 21 de novembro de 2009
Vereadores querem cota de R$ 500 mil no orçamento de 2010 ??? Vereador Max da Mata não defendeu a tese das emendas

Como você deve ter visto nos jornais, o Vereador Max da Mata não defendeu a tese das emendas, muito pelo contrário. Sobre o assunto, acho que você não deveria generalizar ao ponto de achar que as emendas são para politicagem. Mas já que você pensa que as emendas são demagógicas, o que você acha das mesmas serem usadas pelos Deputados Estaduais, já que todos tem emendas??? E o que você acha de trabalhar com isso na Assembléia Legislativa???
Sou contra demagogias mas o que eu não tolero mesmo é hipocrisia. Pense melhor antes de se posicionar acerca de assuntos polêmicos.
Atenciosamente,
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Vereadores querem cota de R$ 500 mil no orçamento de 2010
Foto: www.cmv.es.gov.br/galeria_fotosPrezados Companheiros,
Faço uma simples pergunta:
"Porque os líderes comunitários tem que fazer uma verdadeira operação de guerra para fazer indicações para o OP- Orçamento Participativo?"
Onde existe uma grande mobilização popular, onde os moradores se reúnem e apresentam as demandas da região, votam as prioridades e elegem os seus representantes e os nossos vereadores querem regalias com o dinheiro público para se promoverem!
Cabe aos senhores vereadores acompanharem o Orçamento Participativo não só da sua região mas de toda a cidade de Vitória e fiscalizar se o executivo está cumprindo com as obras sugeridas pela comunidade.
Cleveland Fraga Venâncio - Clevinho
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Responsabilidade de líder
A democracia que a militância do PT e o povo brasileiro querem para o país são as mesmas. Democracia é democracia! Respeita-se as minorias, mas a maioria é que deve prevalecer nas decisões. A ala mais radical do partido é aquela que fica com quem grita mais; com quem dá mais importância para o barulho do que para a organização e o planejamento. Outra parcela, majoritária – como demonstrou a aprovação do indicativo de apoio a Ricardo Ferraço como plataforma da candidatura da ministra Dilma –, consegue entender a importância da gestão pública e por isso leva as instituições que administra ao sucesso, como ocorre em Vitória, Cariacica, Cachoeiro, Colatina, Castelo e Mantenópolis, do mesmo modo que ocorre no governo federal, ou seja, mais técnica, mais política do que grito.
O PT sempre teve atuação nos movimentos populares, sindicais e junto a setores das igrejas comprometidos com a defesa dos direitos humanos. Mas, nesse momento, é a ala do "PT da gestão" que tem ganhado destaque e simpatizantes entre todas as classes chegando também ao eleitor de melhor formação. Tornou-se corriqueiro encontrarmos pessoas que acompanhavam outros partidos e que atualmente votam nos candidatos do PT pelas suas propostas; pelo projeto de gestão. Não adianta ser só do contra, tem que ter argumento, sugestões e ações; isso faz uma cidade, um estado, um país. O PT defende os princípios democráticos desde seus documentos fundadores. As diferenças de idéias sempre tiveram vez e voz, organizadas nas tendências garantidas em seu direito de atuação interna pelo 5º encontro nacional de 1987, diferenciando-se da velha política brasileira, ancorada em "caciques partidários", que sequer consultam as bases em suas decisões. No entanto atacar o presidente Lula pelo esforço de construir uma base ampla para dar sustentação às profundas mudanças sociais, desencadeadas pelo primeiro governo de esquerda no Brasil, é praticar a velha demagogia esquerdista, de quem não tem compromisso com a maioria democrática dos brasileiros, e está com saudades dos tempos em que o PT tinha o perfil do PSOL.
A decisão do indicativo não foi fácil, mas necessária, tomada com a responsabilidade de quem está construindo uma gestão de sucesso. Como reflexo dessa posição, podemos dizer que a liderança de Coser e do PT transcendeu aos muros do partido e se estendeu para toda a população capixaba, inserindo-se no centro das decisões mais importantes do estado e recusando o isolacionismo e radicalismo que contribuiu para ofuscar parcialmente a importância do papel do PT na "reconstrução" do Espírito Santo. Com certeza a minoria insatisfeita tem assegurado o direito de se manifestar amplamente, sobre quaisquer decisões políticas e o próprio prefeito tem manifestado em eventos partidários internos que a decisão sobre o recurso na instância nacional, reafirma a democracia interna do PT. Porém, tentar atribuir à minoria partidária a titularidade da conduta democrática e chamar de autoritária e mandonista a postura da maioria é distorcer a realidade. O fato é que João Coser age em nome do eleitorado de Vitória que consagra elevados níveis de aprovação aos seus governantes, e quer a continuidade da aliança que está colocando o Espírito Santo como modelo de gestão de sucesso no país. Quem tem a maioria na sociedade e do partido não pode ser chamado desrespeitosamente de "mandonista". João Batista Gagno Intra é vereador do PT em Vila Velha.
JOÃO BATISTA GAGNO INTRA
Vereador de Vila velha/ES
