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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Mulher no Poder




No Brasil, o voto das mulheres, adquirido 1932 com um dos resultados Revolução de 1930, pode ser compreendido de diversas formas. Uma delas é tomar como uma benesse ou mesmo um reconhecimento da importância das mulheres no processo político. Para desfazer esta imagem, basta lembrar que o direito de voto ainda era restrito, pois permitia o voto apenas de mulheres casadas (com autorização do marido), viúvas e solteiras com renda própria pudessem votar. Embora fosse um avanço, ainda era o Brasil uma cidadania restrita.

O mais correto, portanto, é situar este momento tendo em conta a trajetória da defesa do voto feminino em termos históricos tanto em âmbito internacional quanto nacional. No âmbito internacional relembra-se o movimento anti-escravista das mulheres dos EEUU, que posteriormente originou o movimento sufragista estadunidense. Em 1893, a Nova Zelândia seria o primeiro país a reconhecer o voto feminino. A Austrália em 1902 (com restrições), Finlândia em 1906.

A Inglaterra, símbolo do liberalismo político, só concederia em 1918, apenas para mulheres com idade igual ou maior há 30 anos (baixando para 21 anos em 1928). Os EEUU só o reconheceriam em 1919. Nos diversos países, poucas eram ainda as mulheres eleitas. Ainda que em número reduzido, a atuação destas seria marcante na expansão dos direitos das mulheres.

É preciso lembrar que a luta brasileira pelo voto feminino remonta o império. Embora a participação eleitoral fosse restrita e a luta fosse mais parlamentar do que de mobilização social, vários foram os deputados homens e intelectuais que viam na emancipação políticas das mulheres uma importante conquista. Esta presença massiva dos homens na defesa dos direitos das mulheres é sinal do avanço das mentalidades a que tem passado o Brasil.

Lembremos que, após a Revolução de 1930, o movimento pelo voto feminino no Brasil aumentava a cada dia. Getúlio Vargas, então chefe do governo provisório, declarou aos participantes do II Congresso Internacional Feminista, realizado em junho na Capital Federal, o apoio à emancipação eleitoral das mulheres. Bertha Lutz (presidente da Federação Brasileira Pelo Progresso Feminino), elogiando o ato à luz da expansão do voto feminino pós I Guerra, em 14/08/1931afirmaria que as revoluções de pós-guerra têm favorecido a mulher.

Carlota Pereira de Queiroz (SP), da oposição a Vargas, seria a primeira mulher a assumir uma cadeira na Câmara Federal. Bertha Lutz, que participara junto com Nathércia da Cunha Silveira da redação do projeto de lei que regulava o voto feminino, e que declarara apoio a Vargas, seria, com maior destaque, a segunda mulher deputada no Brasil.

Na Améria Latina, embora o Brasil (1932) fosse o segundo pais a implantar o voto femino – o Equador reconhecia voto das mulheres em 1929 e a Argentina apenas em 1947 -, poucas eram as mulheres eleitas. Tal situação contrasta com a da Argentina que, em 1952, elegeu seis senadoras e 23 deputadas peronistas. Caso se faça uma analise histórica, não se deixara de avaliar o quão pequena (ainda que significativa) será a presença da mulher na política político no Brasil.

Assim, embora tenha havido nas últimas décadas a expansão dos direitos das mulheres, o que é exemplificado pelos espaços conquistados na política, na economia, no mundo do trabalho e no judiciário, muitas desigualdades permanecem cristalizadas. No caso da política, em especifico, há prefeitas, vereadoras, deputadas, senadoras, porém em percentual muito pequeno via a vis a igualdade formal entre os gêneros.

Enquanto que nos países nórdicos cerca de metade das vagas parlamentares são ocupadas pelas mulheres, tal representatividade no Brasil não passa de 10%. Importante destacarmos que, quando maior o Índice de Desenvolvimento Humano – IDH, de um país, maiores são as possibilidades e índices de participação da mulher nos variados níveis de poder. Todavia, é necessário considerar também as desigualdades de oportunidades entre os gêneros e nos fatores culturais que, em conjunto, impactam negativamente nas oportunidades reais das mulheres competirem socialmente.

As primeiras mulheres eleitas senadoras no Brasil (1990) foram Júnia Marise (PRN-MG) e Marluce Pinto (PTB-RR). Em 1994, Roseana Sarney (pelo então PFL-MA) foi a primeira governadora. Em termos de competições para presidente da República, apenas em 1998 haveria uma candidata mulher. Teresa Tinajero Ruiz concorrendo pelo PTN, teria cerca de 0,5% dos votos, e seria assim a primeira candidata a presidente da Republica do Brasil. Roseana Sarney(PFL-MA), quase candidata à presidência, e Rita Camata (PMDB-ES), vice na chapa de José Serra, são exemplos a serem destacados nas eleições de 2002 Já em 2006, a senadora Heloisa Helena (PSOL) teria 6% dos votos e Ana Maria Rangel (PRP), teria 0,13%.

Desde 2003, no governo Lula, há um franco reconhecimento da necessidade de políticas públicas e expansão de direitos. Isto pode ser exemplificada não somente pela criação Secretaria Especial de Politicas para as Mulheres (SPM), tendo a frente a professora Nilcéa Freire como a ministra, mas também pela oportunidade única de que as eleições presidenciais de 2010 a atual Ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, vença a disputa a presidência da república.

Tal surpresa se dá não apenas pelo histórico indelével da ministra ou por seu posicionamento progressista, mas também por sua capacidade técnica a frente dos ministérios a que passou (Minas e Energia e Casa Civil). Caso eleita, seria uma oportunidade impar de continuar as transformações sociais tão desejadas pela sociedade brasileira.

Mas é preciso reconhecer que o Brasil é ainda uma sociedade com forte ranço conservador e patriarcal. Deste modo, o destaque conseguido pelas mulheres que rompem o padrão deve ser motivo alento e incentivo ao protagonismo feminino de modo geral. Embora em dimensões certamente distintas, o fato de milhões de mulheres estarem não apenas à frente de seus lares, mas a frente do poder significa que elas podem estar também à frente de seu tempo, com capacidade de governar e administrar este grande país que, esperamos, deva ser de todos.

A mulher construiu seu espaço e conquistou sua importância social, seja como mulher, eleitora, no trabalho, nas artes ou na ciência. Mas é essencial que as mulheres ampliem sua capacidade de intervenção nos espaços de poder e nas diversas instâncias sociais, sem este avanço, os direitos da mulher, sua luta pela igualdade e contra a discriminação, o sexismo e o machismo, ficarão distantes do progresso que se almeja para a história da humanidade.

Nas duas últimas gestões da Prefeitura de Vitória ( 2005 a 2008 e 2009 a 2012) há um exemplo vivo e real das conquistas femininas. Indos do primeiro ao terceiro escalão administrativo, em todas as secretarias, espaços de participação feminina se ampliaram nas equipes de governo. Isto é certamente um exemplo para a cidade e para o próprio ES, mostrando que os valores do pluralismo político do governo – formado por uma coalizão de 14 partidos, tendo a frente o PT e o PMDB –, é capaz de pautar-se pelo mérito e pela expansão de oportunidades às mulheres.

Parabéns mulheres capixabas, parabtóriéns mulheres brasileiras!







MARTA GAGNO INTRA

Presidente executivo do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Município de Vitória - ES(IPAMV)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Comunicação anônima é a parteira do movimento social




Os movimentos sociais, que começam a despontar na segunda metade do século XX, são a grande novidade no cenário econômico, político e social da América Latina e têm seu nascedouro na comunicação anônima e coletiva, que vai se fortalecendo à margem da grande mídia e constroem pouco a pouco a sua utopia e a consciência de quem são.


A constatação é do sociólogo brasileiro Pedro Ribeiro de Oliveira, apresentada, ontem, durante a conferência sobre “Novos cenários políticos e sociais e processos de comunicação”, no Mutirão reunido de 3 a 7 de fevereiro, em Porto Alegre.


Os novos atores no cenário político não se contentam mais em serem incluídos no sistema “porque aprenderam que no sistema não cabem todos”, afirmou o sociólogo. Eles viram que se todas as pessoas do mundo se integrassem ao mercado como um americano ou europeu médio não haveria recursos materiais físicos para todo esse contingente.


Por isso, procuram “desintegrar” o sistema produtivista consumista, explicou Pedro Ribeiro, tratando de pensar na proposta de um sistema solidário não-competitivo.
“Essa é uma utopia que merece muito mais credibilidade do que a utopia do mercado, do progresso sem fim”, sustentou o sociólogo. “A utopia do progresso tem sua expressão no capitalismo que se mostra em Dubai, que é para pouca gente”, analisou Ribeiro, preferindo dar crédito na força histórica dos povos da periferia.


Índios, negros, pessoas portadoras de deficiência, agricultores, operários tiveram, historicamente, sua voz reduzida a um murmúrio, que foi comunicado de geração a geração e se transformou numa cultura popular, assinalou Oliveira.


“A verdade é que a elite branca, católica, proprietária, tentou desqualificar as populações da periferia”, apontou o sociólogo, desvalorizando seus conhecimentos, tidos como crendices, suas histórias, tomadas como lendas, e sua religiosidade.


A fala dos movimentos sociais não estava no roteiro da trajetória brasileira traçada pela elite e por isso ela a incomoda. Os movimentos confiam mais na força das vontades de mobilização do que na força impositiva do Estado, buscam a formação das consciências e menos a conquista do poder, porque é por ai que se cria o novo personagem, analisou.
De acordo com Ribeiro, as Comunidades Eclesiais de Base, as ligas camponesas, os sindicatos, as associações de moradores são as “parteiras” do movimento popular que emergem 500 anos após o “descobrimento” da América.


Edelberto Behs



Fonte: Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC)

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Informativo Henrique Casamata - Nº 001 - Dezembro 2009


Degradado, o Rio Marinho pede socorro
A importância do Rio Marinho para o desenvolvimento da Grande Vitória é inegável. Além de grande fornecedor de água potável, nele foram realizadas a primeira obra de transposição de águas e a primeira experiência de logística com sucesso no Brasil.

Desconhecido pela grande maioria das pessoas, o Rio Marinho agoniza. Nas margens do Rio Marinho podemos assistir cenas que ilustram a luta travada entre a natureza e as atividades inconseqüentes do homem. Detritos como sacolas plásticas, entulhos, móveis e papéis diversos, dividem espaço com as poucas flores e peixes, resultantes da degradação ambiental. A maioria das inundações que ocorrem são
causadas pela falta de preservação ambiental. As fotos mostram a agonia do Rio Marinho. Veja mais no site www.henriquecasamata.com.br.

No imaginário dos apaixonados pelo Rio Marinho acreditamos poder navegar da baia de Vitória até a Barra do Jucú e nos deliciarmos de uma bela muqueca capixaba.
Não é sonho...A recuperação do Rio Marinho é possível e temos muitos exemplos de rios recuperados no mundo inteiro. Precisamos ter vontade política e agir, aproveitar o momento em que a preservação ambiental está na agenda mundial, os atores interessados num Estado ambientalmente correto e ambiente promissor vivido pelo ES.

Empreendedor individual: o maior programa de inclusão social do mundo

O Empreendedor Individual, programa instituído pela Lei Geral da Micro e Pequena Empresa para facilitar a formalização de manicures, pintores, costureiras, carpinteiros, cabeleireiros, artesãos, sapateiros, entre outras profissões.
A despeito de todos os benefícios previstos para a micro e pequena empresas na Lei Geral, editada em dezembro/2006, muitas continuaram na informalidade, indicando o não atendimento às necessidades do setor. De acordo com dados do Sebrae Nacional existem no Brasil cerca de 6 milhões empreendedores informais.

Mais do que formalização, O Empreendedor Individual reflete as transformações estruturais recentes no Brasil e tem implícito na sua implementação um importante viés social, pois oportuniza uma nova visão do trabalhador individual, antes à margem da sociedade, proporcionando direitos e oportunidades para inúmeros pequenos negócios. Com a formalização, ganha o empreendedor, ganha o desenvolvimento, ganha a sociedade.




As facilidades para o Empreendedor Individual começam pelo registro. O empresário que trabalha sozinho, ou com até um funcionário, e possui renda bruta anual de até R$ 36 mil pode fazer a inscrição pela internet, no site www.portaldoempreendedor.gov.br. O cadastro possibilita a emissão de notas fiscais, abertura de contas bancárias, acesso a linhas de crédito e financiamentos do Governo Federal, entre outros benefícios. Está enquadrado no Simples Nacional, com isenção dos impostos federais e a sua despesa será com um imposto único de até R$ 57,15, assegurando o direito a todos os benefícios previdenciários.
Complexo portuário capixaba: necessidade de reposicionamento urgente
A posição privilegiada do Espírito Santo no contexto do comércio internacional, principalmente para os Estados de Minas Gerais, Goiás e o Distrito Federal, coloca em destaque a atividade portuária, que representa 65% do PIB para o Estado e para Vila Velha uma das principais atividades arrecadação de impostos.

O porto apresenta operações com inúmeros tipos de carga, mas a eficiência poderia ser maior, não fossem as restrições impostas pelo crescimento desordenado dos municípios de Vitória e Vila Velha, resultando na falta de áreas retroportuárias, deficitária mobilidade urbana, baixo calado do canal, que limita o tráfego de grandes embarcações. Todos esses fatores contribuíram para a evasão de mercadorias para outros portos.

Além desses fatores, os investimentos do Governo Federal na área portuária, no conceito de “superportos”, nos levam a refletir e analisar a sobrevivência dos portos capixabas dentro do novo cenário nacional.
Em contrapartida, outras atividades podem ser implementadas, consolidando-se num pólo especializado em atividades de apoio às operações off-shore e indústria metal-mecânica, em razão da exploração do petróleo e gás. É um


projeto importante para incrementar a atividade portuária com cargas de maior valor agregado.

A oportunidade está à nossa porta, vamos aproveitá-la, caso contrário, nem “a ver navios” ficaremos, pois aqui eles não estarão mais...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Liderança comunitária se pronúncia a respeito da cota de R$ 500 mil para cada vereador de Vitória no orçamento de 2010

Bom dia.

Eu como um cidadão e com uma ideia de participação do povo em dicursões sobre assuntos que cabém a ele, acho pertinente este assunto estar sendo aberto a todos ou a uma pequena parte que têm acesso a internet.

Dinheiro público é para ser usado para o povo. Não concordo com verbas para os politicos trabalharem bases eleitorais como acontece na Assembleia e nem gostaria de ter esta prática em nosso municipio, já basta o vereador que para participar de uma reeleição não sai de seu cargo e utiliza o dinheiro público para sua campanha e até que me provém ao contrário não consigo vêr nenhum que não tenha está prática.

As emendas da Assembleia também são absurdas é sim um modo de fazer politicagem, pois dinheiro para construir capelas mortuárias, quadras, iluminar entidades privadas e outros absurdos que vemos, tudo isto deveria acabar. Parabéns por trazerem esta discursão. Espero que a intenção seja somento de socializar com a população que tem um acesso a rede.
João Bispo
Presidente do Movimento Comunitário
de São Pedro I, II e IV - Vitória/ES

sábado, 21 de novembro de 2009

Vereadores querem cota de R$ 500 mil no orçamento de 2010 ??? Vereador Max da Mata não defendeu a tese das emendas


Prezado Cleveland,

Como você deve ter visto nos jornais, o Vereador Max da Mata não defendeu a tese das emendas, muito pelo contrário. Sobre o assunto, acho que você não deveria generalizar ao ponto de achar que as emendas são para politicagem. Mas já que você pensa que as emendas são demagógicas, o que você acha das mesmas serem usadas pelos Deputados Estaduais, já que todos tem emendas??? E o que você acha de trabalhar com isso na Assembléia Legislativa???

Sou contra demagogias mas o que eu não tolero mesmo é hipocrisia. Pense melhor antes de se posicionar acerca de assuntos polêmicos.

Atenciosamente,

Rafaela Marques




sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Governo do Estado constrói mais 21 CRAS no Espírito Santo

Governo do Estado constrói mais 21 CRAS no Espírito Santo


Os convênios prevêem a liberação de recursos da ordem de R$ 400 mil.

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social (Setades), assinou nesta quinta-feira (19), no Palácio Fonte Grande, em Vitória, convênios para construção de 21 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) no Espírito Santo.

O evento contou com a presença do vice-governador, Ricardo Ferraço, do secretário da Setades, Tarciso Vargas, do chefe da Casa Civil, José Antônio Pimentel, de deputados estaduais e federais, vereadores, 19 prefeitos e secretários municipais de Assistência Social.

Os municípios que assinaram os convênios foram: Afonso Cláudio, Alto Rio Novo, Atílio Vivácqua, Baixo Guandu, Barra de São Francisco, Boa Esperança, Brejetuba, Conceição da Barra, Ecoporanga, Governador Lindenberg, Ibiraçu, Jerônimo Monteiro, Marataízes, Marilândia, Montanha, Presidente Kennedy, Rio Novo do Sul, Santa Maria de Jetibá, São Mateus, Sooretama e Vila Valério.


Os convênios prevêem a liberação de recursos da ordem de R$ 400 mil, sendo R$ 350 mil para a construção do Centro e R$ 50 mil para a compra de equipamentos como computadores, mesas e cadeiras.


De acordo com o titular da Setades, esse é um momento histórico para o Espírito Santo. “Com a construção desses Centros nós iremos ampliar a rede de atendimento da Assistência Social, garantindo que todas as famílias capixabas em vulnerabilidade social sejam atendidas da melhor forma possível”, ressalta.



O vice-governador Ricardo Ferraço lembrou que uma das prioridades do Governo do Estado é a interiorização dos investimentos públicos. “Estamos construindo uma poderosa rede de assistência social em nosso Estado com 107 CRAS. O Espírito Santo caminha para ser o primeiro Estado da federação a ter pelo menos um CRAS em cada município. O mais importante é levar oportunidade para as pessoas mais humildes e que esperam por uma chance de viver do seu talento. É em nome dessas pessoas que o setor público precisa continuar funcionando bem”, disse.

Atualmente existem 107 CRAS em 68 municípios do Espírito Santo. “O CRAS é o pilar da implantação do Sistema Único de Assistência Social (Suas) no Brasil, com a assinatura desses convênios apenas seis municípios do Estado não terão ao menos um CRAS, mas até o fim de 2010 todas as cidades terão esse equipamento social, disse o Secretário.


O CRAS faz parte de uma política pública de assistência, que visa à realização de atividades de forma integrada para garantir a universalização dos direitos sociais, contribuir com a inclusão, além de assegurar ações de assistência centradas na convivência familiar e comunitária.

Atividades

Nos CRAS são desenvolvidos o Programa de Atenção Integral à Família (PAIF), que tem por objetivo o acompanhamento de famílias; visitas domiciliares; atividades de inclusão digital; encaminhamento de famílias ou indivíduos para a rede de serviço socioassistencial; palestras; campanhas socioeducativas; projetos de enfrentamento à pobreza; grupos de convivência para idosos; serviços para crianças de 0 a 6 anos de idade; benefícios eventuais e de prestação continuada; programas de transferência de renda e grupos de incentivo ao protagonismo juvenil (Pro Jovem Adolescente).

O Governo do Estado, que tem a responsabilidade de operacionalizar a Política Nacional de Assistência Social (PNAS) e implementar o Sistema Único da Assistência Social (SUAS), vem fortalecendo a parceria com os municípios, por meio da construção, reforma e equipamento de CRAS, bem como financiando a manutenção dos serviços ofertados nos Centros, com recursos do Tesouro Estadual.





quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Vereadores querem cota de R$ 500 mil no orçamento de 2010

Foto: www.cmv.es.gov.br/galeria_fotos


Prezados Companheiros,


Gostaria de desabafar minha indignação com a reinvidicação dos vereadores da capital que querem uma COTA DE R$500 mil para cada vereador no orçamento de 2010. Simplesmente IMORAL, imagina se essa onda pega nos 78 municípios do ES. A Câmara Municipal de Vitória vivendo uma das suas maiores crises e tem vereador pensando em usar o dinheiro público para fazer politicagem. Isso é uma VERGONHA!!!

Faço uma simples pergunta:
"Porque os líderes comunitários tem que fazer uma verdadeira operação de guerra para fazer indicações para o OP- Orçamento Participativo?"

Onde existe uma grande mobilização popular, onde os moradores se reúnem e apresentam as demandas da região, votam as prioridades e elegem os seus representantes e os nossos vereadores querem regalias com o dinheiro público para se promoverem!

Cabe aos senhores vereadores acompanharem o Orçamento Participativo não só da sua região mas de toda a cidade de Vitória e fiscalizar se o executivo está cumprindo com as obras sugeridas pela comunidade.



Cleveland Fraga Venâncio - Clevinho







quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Depoimento de Vaillant na Mesa deve acontecer na próxima semana




O deputado estadual Robson Vaillant (DEM), denunciado pelo Ministério Público de ter se apropriado de parte dos salários de ex-servidores, deve ser ouvido pelo Mesa Diretora da Assembleia Legislativa só na próxima semana. O parlamentar está viajando pelo interior e não foi encontrado para falar sobre o assunto.

A decisão de ouvir o democrata foi tomada em reunião na última terça-feira(27). Somente após o depoimento é que o presidente da Casa, Elcio Alvares, vai decidir se encaminha ou não o caso para a Corregedoria do órgão.

O depoimento estava previsto para esta quinta-feira, mas devido à viagem do deputado a reunião deve acontecer somente na próxima semana, já que na sexta-feira não haverá expediente devido às comemorações do Dia do Servidor Público.

O Ministério Público pede à Justiça que seja determinado o desconto na folha de pagamento da Casa dos valores equivalentes a 70% dos vencimentos e o afastamento de Robson Vaillant do cargo de deputado estadual.

A ação, segundo o Ministério Público, foi motivada pelo fato dos servidores do gabinete do deputado terem sido coagidos a entregar parte dos salários a Vaillant sob a ameaça de exoneração. De acordo com a ação, não há definição em torno das funções desempenhadas pelos assessores, assim como também não havia qualquer controle de expediente, tampouco assinaturas ou elaboração de folha de ponto.



Fonte: Folha Vitória




quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Responsabilidade de líder



A democracia que a militância do PT e o povo brasileiro querem para o país são as mesmas. Democracia é democracia! Respeita-se as minorias, mas a maioria é que deve prevalecer nas decisões. A ala mais radical do partido é aquela que fica com quem grita mais; com quem dá mais importância para o barulho do que para a organização e o planejamento. Outra parcela, majoritária – como demonstrou a aprovação do indicativo de apoio a Ricardo Ferraço como plataforma da candidatura da ministra Dilma –, consegue entender a importância da gestão pública e por isso leva as instituições que administra ao sucesso, como ocorre em Vitória, Cariacica, Cachoeiro, Colatina, Castelo e Mantenópolis, do mesmo modo que ocorre no governo federal, ou seja, mais técnica, mais política do que grito.

O PT sempre teve atuação nos movimentos populares, sindicais e junto a setores das igrejas comprometidos com a defesa dos direitos humanos. Mas, nesse momento, é a ala do "PT da gestão" que tem ganhado destaque e simpatizantes entre todas as classes chegando também ao eleitor de melhor formação. Tornou-se corriqueiro encontrarmos pessoas que acompanhavam outros partidos e que atualmente votam nos candidatos do PT pelas suas propostas; pelo projeto de gestão. Não adianta ser só do contra, tem que ter argumento, sugestões e ações; isso faz uma cidade, um estado, um país. O PT defende os princípios democráticos desde seus documentos fundadores. As diferenças de idéias sempre tiveram vez e voz, organizadas nas tendências garantidas em seu direito de atuação interna pelo 5º encontro nacional de 1987, diferenciando-se da velha política brasileira, ancorada em "caciques partidários", que sequer consultam as bases em suas decisões. No entanto atacar o presidente Lula pelo esforço de construir uma base ampla para dar sustentação às profundas mudanças sociais, desencadeadas pelo primeiro governo de esquerda no Brasil, é praticar a velha demagogia esquerdista, de quem não tem compromisso com a maioria democrática dos brasileiros, e está com saudades dos tempos em que o PT tinha o perfil do PSOL.

A decisão do indicativo não foi fácil, mas necessária, tomada com a responsabilidade de quem está construindo uma gestão de sucesso. Como reflexo dessa posição, podemos dizer que a liderança de Coser e do PT transcendeu aos muros do partido e se estendeu para toda a população capixaba, inserindo-se no centro das decisões mais importantes do estado e recusando o isolacionismo e radicalismo que contribuiu para ofuscar parcialmente a importância do papel do PT na "reconstrução" do Espírito Santo. Com certeza a minoria insatisfeita tem assegurado o direito de se manifestar amplamente, sobre quaisquer decisões políticas e o próprio prefeito tem manifestado em eventos partidários internos que a decisão sobre o recurso na instância nacional, reafirma a democracia interna do PT. Porém, tentar atribuir à minoria partidária a titularidade da conduta democrática e chamar de autoritária e mandonista a postura da maioria é distorcer a realidade. O fato é que João Coser age em nome do eleitorado de Vitória que consagra elevados níveis de aprovação aos seus governantes, e quer a continuidade da aliança que está colocando o Espírito Santo como modelo de gestão de sucesso no país. Quem tem a maioria na sociedade e do partido não pode ser chamado desrespeitosamente de "mandonista". João Batista Gagno Intra é vereador do PT em Vila Velha.

JOÃO BATISTA GAGNO INTRA
Vereador de Vila velha/ES






sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Não muda


O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Élcio Álvares (DEM/foto), que sempre está à frente no que diz respeito a atitudes antidemocráticas, dá mais um exemplo dessa sua vocação, com a sinalização de que não deve aprovar o pedido do deputado Euclério Sampaio (PDT) para ser o líder de oposição na Casa. Representada unicamente pelo pedetista, com existência reconhecida e, portanto, merecendo o posto, comportamento de Élcio figura como excesso. Até mesmo porque feliz do governo que tenha apenas um parlamentar como oposição, e que ainda seja Euclério, extremamente moderado com o governo estadual e, principalmente, com a figura do governador Paulo Hartung (PMDB). Sempre agindo mais na periferia, como no caso do embate com o secretário de Estado da Saúde, Anselmo Tozi. Falta alguém explicar ao presidente que abrir para Euclério o direito de exercer a oposição será é bom para ele.



Fonte: Século Diário