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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Ficha limpa já vale para as eleições de outubro






Por 6 votos a 1, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu na noite desta quinta-feira (10) que o projeto que impede a candidatura de políticos com condenações na Justiça, conhecido como Ficha Limpa, terá validade já nas eleições de outubro deste ano. O único voto contrário foi do ministro Marco Aurélio Mello.

O relator do caso, o ministro Hamilton Carvalhido, avaliou que a lei complementar não altera o processo eleitoral. Caso alterasse, ela deveria, obrigatoriamente, ter sido feita um ano antes do pleito.
A nova lei ficou publicamente conhecida como Lei da Ficha Limpa por prever que candidatos que tiverem condenação criminal por órgão colegiado, ainda que caiba recurso, ficarão impedidos de obter o registro de candidatura, pois serão considerados inelegíveis.

A pauta da corte foi invertida para responder à consulta, feita pelo senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), sobre se a lei aprovada no Congresso Nacional e sancionada pelo presidente da República em 4 de junho já poderia entrar em vigor neste ano.
De acordo com a nova lei, ficam inelegíveis por oito anos, além do período remanescente do mandato, aqueles que cometeram lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito. Antes, eram três anos. A norma alterou a Lei de Inelegibilidades.
Da proposta original, o texto foi flexibilizado na Câmara pelo relator, o deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), que permitiu que o político condenado possa recorrer para tentar suspender a inelegibilidade e participar das eleições. O efeito suspensivo precisaria ser aprovado por um colegiado de juízes.

A corte eleitoral é composta por três ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), dois do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e dois advogados escolhidos pelo STF e nomeados pelo presidente da República.

Histórico

O “ficha limpa” é uma proposta de iniciativa popular, apresentada à Câmara dos Deputados em setembro do ano passado, com mais de 1,6 milhão de assinaturas. A ação popular contou com apoio de várias entidades da sociedade civis, mobilizados pelo MCCE (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral).
Texto aprovado pela Câmara sobre ficha suja atinge só 1 entre 110 políticos.
O texto aprovado anteontem pela Câmara do projeto Ficha Limpa atinge só 1 político dos 70 deputados federais e 3 senadores paulistas e dos 37 líderes partidários do Congresso.
Levantamento mostra que 37 congressistas já foram condenados, ou são réus ou indiciados, de acordo com o site da Transparência Brasil, mas apenas Paulo Maluf (PP-SP) tem uma condenação por órgão colegiado que se enquadra nos requisitos da proposta, que ainda será discutida no Senado, diz Maria Clara Cabral. Maluf responde a pelo menos outras dez ações. Por meio de sua assessoria, o deputado disse que já recorreu e não desistirá da sua candidatura.

Pelo projeto, ficam inelegíveis os condenados por decisão colegiada da Justiça (por mais de um juiz), mas cria-se o chamado efeito suspensivo, que permite recurso a outro órgão superior colegiado
Para o secretário-geral da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coelho, o problema agora está com a Justiça. “Estamos pedindo ao Conselho Nacional de Justiça que determine metas para os tribunais julgarem processos de improbidade e de corrupção”, afirmou.
A proposta da Câmara é elogiada pela prioridade de julgamento para os casos de candidato condenados que entrarem com recurso, o que vai evitar o protelamento das ações, e pela perda do mandato ser imediata (após os julgamentos).
Os parlamentares que renunciarem até a aprovação do texto não serão atingidos. Só quem renunciar após o início da vigência não poderá concorrer, afirmam especialistas.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Mulher no Poder




No Brasil, o voto das mulheres, adquirido 1932 com um dos resultados Revolução de 1930, pode ser compreendido de diversas formas. Uma delas é tomar como uma benesse ou mesmo um reconhecimento da importância das mulheres no processo político. Para desfazer esta imagem, basta lembrar que o direito de voto ainda era restrito, pois permitia o voto apenas de mulheres casadas (com autorização do marido), viúvas e solteiras com renda própria pudessem votar. Embora fosse um avanço, ainda era o Brasil uma cidadania restrita.

O mais correto, portanto, é situar este momento tendo em conta a trajetória da defesa do voto feminino em termos históricos tanto em âmbito internacional quanto nacional. No âmbito internacional relembra-se o movimento anti-escravista das mulheres dos EEUU, que posteriormente originou o movimento sufragista estadunidense. Em 1893, a Nova Zelândia seria o primeiro país a reconhecer o voto feminino. A Austrália em 1902 (com restrições), Finlândia em 1906.

A Inglaterra, símbolo do liberalismo político, só concederia em 1918, apenas para mulheres com idade igual ou maior há 30 anos (baixando para 21 anos em 1928). Os EEUU só o reconheceriam em 1919. Nos diversos países, poucas eram ainda as mulheres eleitas. Ainda que em número reduzido, a atuação destas seria marcante na expansão dos direitos das mulheres.

É preciso lembrar que a luta brasileira pelo voto feminino remonta o império. Embora a participação eleitoral fosse restrita e a luta fosse mais parlamentar do que de mobilização social, vários foram os deputados homens e intelectuais que viam na emancipação políticas das mulheres uma importante conquista. Esta presença massiva dos homens na defesa dos direitos das mulheres é sinal do avanço das mentalidades a que tem passado o Brasil.

Lembremos que, após a Revolução de 1930, o movimento pelo voto feminino no Brasil aumentava a cada dia. Getúlio Vargas, então chefe do governo provisório, declarou aos participantes do II Congresso Internacional Feminista, realizado em junho na Capital Federal, o apoio à emancipação eleitoral das mulheres. Bertha Lutz (presidente da Federação Brasileira Pelo Progresso Feminino), elogiando o ato à luz da expansão do voto feminino pós I Guerra, em 14/08/1931afirmaria que as revoluções de pós-guerra têm favorecido a mulher.

Carlota Pereira de Queiroz (SP), da oposição a Vargas, seria a primeira mulher a assumir uma cadeira na Câmara Federal. Bertha Lutz, que participara junto com Nathércia da Cunha Silveira da redação do projeto de lei que regulava o voto feminino, e que declarara apoio a Vargas, seria, com maior destaque, a segunda mulher deputada no Brasil.

Na Améria Latina, embora o Brasil (1932) fosse o segundo pais a implantar o voto femino – o Equador reconhecia voto das mulheres em 1929 e a Argentina apenas em 1947 -, poucas eram as mulheres eleitas. Tal situação contrasta com a da Argentina que, em 1952, elegeu seis senadoras e 23 deputadas peronistas. Caso se faça uma analise histórica, não se deixara de avaliar o quão pequena (ainda que significativa) será a presença da mulher na política político no Brasil.

Assim, embora tenha havido nas últimas décadas a expansão dos direitos das mulheres, o que é exemplificado pelos espaços conquistados na política, na economia, no mundo do trabalho e no judiciário, muitas desigualdades permanecem cristalizadas. No caso da política, em especifico, há prefeitas, vereadoras, deputadas, senadoras, porém em percentual muito pequeno via a vis a igualdade formal entre os gêneros.

Enquanto que nos países nórdicos cerca de metade das vagas parlamentares são ocupadas pelas mulheres, tal representatividade no Brasil não passa de 10%. Importante destacarmos que, quando maior o Índice de Desenvolvimento Humano – IDH, de um país, maiores são as possibilidades e índices de participação da mulher nos variados níveis de poder. Todavia, é necessário considerar também as desigualdades de oportunidades entre os gêneros e nos fatores culturais que, em conjunto, impactam negativamente nas oportunidades reais das mulheres competirem socialmente.

As primeiras mulheres eleitas senadoras no Brasil (1990) foram Júnia Marise (PRN-MG) e Marluce Pinto (PTB-RR). Em 1994, Roseana Sarney (pelo então PFL-MA) foi a primeira governadora. Em termos de competições para presidente da República, apenas em 1998 haveria uma candidata mulher. Teresa Tinajero Ruiz concorrendo pelo PTN, teria cerca de 0,5% dos votos, e seria assim a primeira candidata a presidente da Republica do Brasil. Roseana Sarney(PFL-MA), quase candidata à presidência, e Rita Camata (PMDB-ES), vice na chapa de José Serra, são exemplos a serem destacados nas eleições de 2002 Já em 2006, a senadora Heloisa Helena (PSOL) teria 6% dos votos e Ana Maria Rangel (PRP), teria 0,13%.

Desde 2003, no governo Lula, há um franco reconhecimento da necessidade de políticas públicas e expansão de direitos. Isto pode ser exemplificada não somente pela criação Secretaria Especial de Politicas para as Mulheres (SPM), tendo a frente a professora Nilcéa Freire como a ministra, mas também pela oportunidade única de que as eleições presidenciais de 2010 a atual Ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, vença a disputa a presidência da república.

Tal surpresa se dá não apenas pelo histórico indelével da ministra ou por seu posicionamento progressista, mas também por sua capacidade técnica a frente dos ministérios a que passou (Minas e Energia e Casa Civil). Caso eleita, seria uma oportunidade impar de continuar as transformações sociais tão desejadas pela sociedade brasileira.

Mas é preciso reconhecer que o Brasil é ainda uma sociedade com forte ranço conservador e patriarcal. Deste modo, o destaque conseguido pelas mulheres que rompem o padrão deve ser motivo alento e incentivo ao protagonismo feminino de modo geral. Embora em dimensões certamente distintas, o fato de milhões de mulheres estarem não apenas à frente de seus lares, mas a frente do poder significa que elas podem estar também à frente de seu tempo, com capacidade de governar e administrar este grande país que, esperamos, deva ser de todos.

A mulher construiu seu espaço e conquistou sua importância social, seja como mulher, eleitora, no trabalho, nas artes ou na ciência. Mas é essencial que as mulheres ampliem sua capacidade de intervenção nos espaços de poder e nas diversas instâncias sociais, sem este avanço, os direitos da mulher, sua luta pela igualdade e contra a discriminação, o sexismo e o machismo, ficarão distantes do progresso que se almeja para a história da humanidade.

Nas duas últimas gestões da Prefeitura de Vitória ( 2005 a 2008 e 2009 a 2012) há um exemplo vivo e real das conquistas femininas. Indos do primeiro ao terceiro escalão administrativo, em todas as secretarias, espaços de participação feminina se ampliaram nas equipes de governo. Isto é certamente um exemplo para a cidade e para o próprio ES, mostrando que os valores do pluralismo político do governo – formado por uma coalizão de 14 partidos, tendo a frente o PT e o PMDB –, é capaz de pautar-se pelo mérito e pela expansão de oportunidades às mulheres.

Parabéns mulheres capixabas, parabtóriéns mulheres brasileiras!







MARTA GAGNO INTRA

Presidente executivo do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Município de Vitória - ES(IPAMV)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Comunicação anônima é a parteira do movimento social




Os movimentos sociais, que começam a despontar na segunda metade do século XX, são a grande novidade no cenário econômico, político e social da América Latina e têm seu nascedouro na comunicação anônima e coletiva, que vai se fortalecendo à margem da grande mídia e constroem pouco a pouco a sua utopia e a consciência de quem são.


A constatação é do sociólogo brasileiro Pedro Ribeiro de Oliveira, apresentada, ontem, durante a conferência sobre “Novos cenários políticos e sociais e processos de comunicação”, no Mutirão reunido de 3 a 7 de fevereiro, em Porto Alegre.


Os novos atores no cenário político não se contentam mais em serem incluídos no sistema “porque aprenderam que no sistema não cabem todos”, afirmou o sociólogo. Eles viram que se todas as pessoas do mundo se integrassem ao mercado como um americano ou europeu médio não haveria recursos materiais físicos para todo esse contingente.


Por isso, procuram “desintegrar” o sistema produtivista consumista, explicou Pedro Ribeiro, tratando de pensar na proposta de um sistema solidário não-competitivo.
“Essa é uma utopia que merece muito mais credibilidade do que a utopia do mercado, do progresso sem fim”, sustentou o sociólogo. “A utopia do progresso tem sua expressão no capitalismo que se mostra em Dubai, que é para pouca gente”, analisou Ribeiro, preferindo dar crédito na força histórica dos povos da periferia.


Índios, negros, pessoas portadoras de deficiência, agricultores, operários tiveram, historicamente, sua voz reduzida a um murmúrio, que foi comunicado de geração a geração e se transformou numa cultura popular, assinalou Oliveira.


“A verdade é que a elite branca, católica, proprietária, tentou desqualificar as populações da periferia”, apontou o sociólogo, desvalorizando seus conhecimentos, tidos como crendices, suas histórias, tomadas como lendas, e sua religiosidade.


A fala dos movimentos sociais não estava no roteiro da trajetória brasileira traçada pela elite e por isso ela a incomoda. Os movimentos confiam mais na força das vontades de mobilização do que na força impositiva do Estado, buscam a formação das consciências e menos a conquista do poder, porque é por ai que se cria o novo personagem, analisou.
De acordo com Ribeiro, as Comunidades Eclesiais de Base, as ligas camponesas, os sindicatos, as associações de moradores são as “parteiras” do movimento popular que emergem 500 anos após o “descobrimento” da América.


Edelberto Behs



Fonte: Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

IBOVESPA - As cotações fecharam com nova queda

27/01/2010

O índice fechou com nova desvalorização (0,69%) aos 65.069 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 6,1 Bi. O rompimento do suporte 65.800, foi negativo para o mercado e aponta o nível 62.400 como novo objetivo técnico.

O mercado possui suporte agora na linha -N-, assinalada no gráfico de barras diário.

A retomada do seu movimento de alta será ocorrerá após a quebra da resistência 71.068.

O IPC-Fipe, referente à terceira quadrissemana de janeiro, apontou inflação de 1,16%, taxa 0,31 ponto percentual acima da registrada na medição anterior.

BOLSA - A GP não para de vender suas participações em empresas com ações negociadas em bolsas. Será que é porque acha que elas estão baratas? Ou será que eles acreditam que elas estão caras? Assim que saiu o bom resultado da BR Malls em todos os jornais... "GP ganha 140% ao sair da BR Malls" Ela começou a vender na oferta da e mpresa em Julho a onde vendeu 40% e nesta semana vendeu sua posição remanescente...

Alem de vermos grandes investidores se desfazendo de suas posições e investidores estrangeiros saindo do país, "Ofertas de ações já superam R$ 6 bi." Já estão anunciadas Inpar, PDG Realty, Aliansce Shopping e Multiplus entes do carnaval. Ainda temos M. Dias Branco, Metalfrio, Cruzeiro do Sul, a BR Properties, a Renova Energia e a Ecorodovias. Já que os investidores querem COMPRADO sonhos, será que não desejam COMPRADO uma participação da projecao.com por alguns bilhões também?

JUROS - Olha este artigo: "Professor de Cambridge defende Selic estável para impulsionar crescimento." Segundo ele, "os analistas que defendem um aumento dos juros o fazem por ver a economia brasileira do ponto de vista do mercado financeiro. Isso [o aumento dos juros] é bom para o mercado, mas será que é bom para o resto da economia?" Estou falando disto a um bom tempo nos relatórios, pelo visto não é só uma opinião minha.


http://www.projecao.com.br/analise_fundamentalista_balancos.htm

linha -N-: 59721 (quebra: 57152)
linha -F-: 70006 (quebra: 73656)


home broker relatorio analise tecnica


DJIA - O mercado subiu levemente

Os preços fecharam com leve alta. O rompimento da linha -S-, inferior do Canal de Alta, foi negativo para as cotações e indica um teste agora a 9.720.

O mercado possui forte suporte na linha -N-, cuja quebra seria negativa e confirmaria a projeção recomendada.

Em dezembro, o New Home Sales marcou VENDAS de 342 mil casas, número inferior àquele revisado do mês anterior, que foi de 370 mil. O resultado ficou também aquém das expectativas do mercado, que giravam em torno de 366 mil moradias.


http://www.projecao.com.br/analise_fundamentalista_balancos.htm

linha -N-: 10292 (quebra: 9961)
linha -Y-: 11205 (quebra: 11704)
linha -S-: 10715 (quebra: 11193)


home broker relatorio analise tecnica



Fonte: www.prejecao.com.br

sábado, 23 de janeiro de 2010

Fórum social e poder local


Em um ano eleitoral, e passado o primeiro ano de milhares de gestões municipais em nosso país, cabe-nos uma reflexão sobre poder local, participação popular e construção da cidadania. Digo isto, porque venho da construção de uma proposta política onde o papel do vereador é muito importante para condução dos rumos do município onde atua, fiscaliza e propõe novas posturas e ações transformadoras aos cidadãos que ali vivem, trabalham e constroem suas vidas.

Cabe-nos neste ano, que deverá ser marcado por intensas polêmicas sobre o futuro do país, a tarefa de debater com os segmentos sociais, não só o discurso da participação, mas a articulação da democratização do processo com a eficácia dos resultados, uma vez que vivenciaremos mais um período eleitoral que colocará no cenário nacional propostas divergentes com relação à vida política e o modelo econômico para o Brasil.

Queremos refletir sobre o comportamento apático de centenas de administrações municipais que ignoram o instrumento da participação popular nas gestões públicas, o que deveria ser uma condição para enfrentamento dos graves problemas sociais que temos diante de nós.

Há uma resistência significativa dos técnicos e gestores municipais quando se tenta desenvolver novas ações contra a burocracia, o discurso tecnocrático, os privilégios, o autoritarismo, que ainda tem marcado as ações do poder público na última década. Precisamos enfrentar o desafio de abrir novos caminhos, através da criação de mecanismos e canais participativos, para solucionar velhos problemas, cuja solução tentam postergar.

Sabemos que não há fórmula pronta nem receita para estes problemas, mas é essencial que enfrentemos o aparente paradoxo de assumir o poder para dividi-lo, em busca da construção democrática do processo participativo. E considero este um dos grandes desafios para a política do Espírito Santo, que apesar da diversidade de partidos nos poderes municipais, ainda não enxergamos um município que seja a referência da construção coletiva e participativa do poder.

Avançar no sentido da radicalização democrática e na afirmação de novos direitos sociais para todos os cidadãos depende da nossa coragem de inovar. Levantamos esta preocupação e este desafio como reflexão para todos os prefeitos e gestores públicos municipais.

De 25 a 29 de janeiro, teremos a grande oportunidade de participar do importante espaço democrático instalado no Fórum Social Mundial, que volta a Porto Alegre ao completar 10 anos, para o intercâmbio e o debate entre prefeituras, movimentos sociais, ONGs e entidades da sociedade civil, parlamentares, imprensa, pesquisadores e tantos outros públicos em busca de práticas participativas que apontem para uma nova relação entre Estado e sociedade.

A sociedade não está mais disposta a entregar todo o poder político a apenas um pequeno grupo que manipula estruturas de poder à revelia, nem aos que se recusam a dividir seu patrimônio eleitoral, mesmo que conquistados em processos eleitorais legítimos. Este grande desafio não pode sobrepor-se ao desejo da participação popular e da construção da cidadania quando tantas milhares de vozes ecoam pelos quatro cantos do país como exemplos de democratização do poder para o mundo.


João Batista (Babá) Gagno Intra é vereador do PT em Vila Velha


sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Governo do Estado constrói mais 21 CRAS no Espírito Santo

Governo do Estado constrói mais 21 CRAS no Espírito Santo


Os convênios prevêem a liberação de recursos da ordem de R$ 400 mil.

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social (Setades), assinou nesta quinta-feira (19), no Palácio Fonte Grande, em Vitória, convênios para construção de 21 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) no Espírito Santo.

O evento contou com a presença do vice-governador, Ricardo Ferraço, do secretário da Setades, Tarciso Vargas, do chefe da Casa Civil, José Antônio Pimentel, de deputados estaduais e federais, vereadores, 19 prefeitos e secretários municipais de Assistência Social.

Os municípios que assinaram os convênios foram: Afonso Cláudio, Alto Rio Novo, Atílio Vivácqua, Baixo Guandu, Barra de São Francisco, Boa Esperança, Brejetuba, Conceição da Barra, Ecoporanga, Governador Lindenberg, Ibiraçu, Jerônimo Monteiro, Marataízes, Marilândia, Montanha, Presidente Kennedy, Rio Novo do Sul, Santa Maria de Jetibá, São Mateus, Sooretama e Vila Valério.


Os convênios prevêem a liberação de recursos da ordem de R$ 400 mil, sendo R$ 350 mil para a construção do Centro e R$ 50 mil para a compra de equipamentos como computadores, mesas e cadeiras.


De acordo com o titular da Setades, esse é um momento histórico para o Espírito Santo. “Com a construção desses Centros nós iremos ampliar a rede de atendimento da Assistência Social, garantindo que todas as famílias capixabas em vulnerabilidade social sejam atendidas da melhor forma possível”, ressalta.



O vice-governador Ricardo Ferraço lembrou que uma das prioridades do Governo do Estado é a interiorização dos investimentos públicos. “Estamos construindo uma poderosa rede de assistência social em nosso Estado com 107 CRAS. O Espírito Santo caminha para ser o primeiro Estado da federação a ter pelo menos um CRAS em cada município. O mais importante é levar oportunidade para as pessoas mais humildes e que esperam por uma chance de viver do seu talento. É em nome dessas pessoas que o setor público precisa continuar funcionando bem”, disse.

Atualmente existem 107 CRAS em 68 municípios do Espírito Santo. “O CRAS é o pilar da implantação do Sistema Único de Assistência Social (Suas) no Brasil, com a assinatura desses convênios apenas seis municípios do Estado não terão ao menos um CRAS, mas até o fim de 2010 todas as cidades terão esse equipamento social, disse o Secretário.


O CRAS faz parte de uma política pública de assistência, que visa à realização de atividades de forma integrada para garantir a universalização dos direitos sociais, contribuir com a inclusão, além de assegurar ações de assistência centradas na convivência familiar e comunitária.

Atividades

Nos CRAS são desenvolvidos o Programa de Atenção Integral à Família (PAIF), que tem por objetivo o acompanhamento de famílias; visitas domiciliares; atividades de inclusão digital; encaminhamento de famílias ou indivíduos para a rede de serviço socioassistencial; palestras; campanhas socioeducativas; projetos de enfrentamento à pobreza; grupos de convivência para idosos; serviços para crianças de 0 a 6 anos de idade; benefícios eventuais e de prestação continuada; programas de transferência de renda e grupos de incentivo ao protagonismo juvenil (Pro Jovem Adolescente).

O Governo do Estado, que tem a responsabilidade de operacionalizar a Política Nacional de Assistência Social (PNAS) e implementar o Sistema Único da Assistência Social (SUAS), vem fortalecendo a parceria com os municípios, por meio da construção, reforma e equipamento de CRAS, bem como financiando a manutenção dos serviços ofertados nos Centros, com recursos do Tesouro Estadual.





quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Duas opiniões contraditórias. Até quando o contraditório será aceito sem que um seja considerado do bem e o outro do mal?


Duas opiniões contraditórias. Até quando o contraditório será aceito sem que um seja considerado do bem e o outro do mal?



DEU NO THE ECONOMIST


Vejam o que The Economist publicou! (veja a capa da revista no anexo)

Situação do Brasil antes e depois.

Itens

Nos tempos de FHC

Nos tempos de LULA

Risco Brasil

2.700 pontos

200 pontos

Salário Mínimo

78 dólares

210 dólares

Dólar

Rs$ 3,00

Rs$ 1,78

Dívida FMI

Não mexeu

Pagou

Indústria naval

Não mexeu

Reconstruiu

Universidades Federais Novas

Nenhuma

10

Extensões Universitárias

Nenhuma

45

Escolas Técnicas

Nenhuma

214

Valores e Reservas do Tesouro Nacional

185 Bilhões de Dólares Negativos

160 Bilhões de Dólares Positivos

Créditos para o povo/PIB

14%

34%

Estradas de Ferro

Nenhuma

3 em andamento

Estradas Rodoviárias

90% danificadas

70% recuperadas

Industria Automobilística

Em baixa, 20%

Em alta, 30%

Crises internacionais

4, arrasando o país

Nenhuma, pelas reservas acumuladas

Cambio

Fixo, estourando o Tesouro Nacional

Flutuante: com ligeiras intervenções do Banco Central

Taxas de Juros SELIC

27%

11%

Mobilidade Social

2 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza

23 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza

Empregos

780 mil

11 milhões

Investimentos em infraestrutura

Nenhum

504 Bilhões de reais previstos até 2010

Mercado internacional

Brasil sem crédito

Brasil reconhecido como investment grade

Vereadores querem cota de R$ 500 mil no orçamento de 2010

Foto: www.cmv.es.gov.br/galeria_fotos


Prezados Companheiros,


Gostaria de desabafar minha indignação com a reinvidicação dos vereadores da capital que querem uma COTA DE R$500 mil para cada vereador no orçamento de 2010. Simplesmente IMORAL, imagina se essa onda pega nos 78 municípios do ES. A Câmara Municipal de Vitória vivendo uma das suas maiores crises e tem vereador pensando em usar o dinheiro público para fazer politicagem. Isso é uma VERGONHA!!!

Faço uma simples pergunta:
"Porque os líderes comunitários tem que fazer uma verdadeira operação de guerra para fazer indicações para o OP- Orçamento Participativo?"

Onde existe uma grande mobilização popular, onde os moradores se reúnem e apresentam as demandas da região, votam as prioridades e elegem os seus representantes e os nossos vereadores querem regalias com o dinheiro público para se promoverem!

Cabe aos senhores vereadores acompanharem o Orçamento Participativo não só da sua região mas de toda a cidade de Vitória e fiscalizar se o executivo está cumprindo com as obras sugeridas pela comunidade.



Cleveland Fraga Venâncio - Clevinho







quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Depoimento de Vaillant na Mesa deve acontecer na próxima semana




O deputado estadual Robson Vaillant (DEM), denunciado pelo Ministério Público de ter se apropriado de parte dos salários de ex-servidores, deve ser ouvido pelo Mesa Diretora da Assembleia Legislativa só na próxima semana. O parlamentar está viajando pelo interior e não foi encontrado para falar sobre o assunto.

A decisão de ouvir o democrata foi tomada em reunião na última terça-feira(27). Somente após o depoimento é que o presidente da Casa, Elcio Alvares, vai decidir se encaminha ou não o caso para a Corregedoria do órgão.

O depoimento estava previsto para esta quinta-feira, mas devido à viagem do deputado a reunião deve acontecer somente na próxima semana, já que na sexta-feira não haverá expediente devido às comemorações do Dia do Servidor Público.

O Ministério Público pede à Justiça que seja determinado o desconto na folha de pagamento da Casa dos valores equivalentes a 70% dos vencimentos e o afastamento de Robson Vaillant do cargo de deputado estadual.

A ação, segundo o Ministério Público, foi motivada pelo fato dos servidores do gabinete do deputado terem sido coagidos a entregar parte dos salários a Vaillant sob a ameaça de exoneração. De acordo com a ação, não há definição em torno das funções desempenhadas pelos assessores, assim como também não havia qualquer controle de expediente, tampouco assinaturas ou elaboração de folha de ponto.



Fonte: Folha Vitória




terça-feira, 27 de outubro de 2009

Ministra Dilma afirma: "Não estamos fazendo vale-tudo nenhum"



São Bernardo do Campo

A ministra-chefe da Casa Civil e provável candidata do PT à Presidência da República em 2010, Dilma Rousseff, rebateu em São Bernardo do Campo, as acusações de que suas viagens com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para vistoriar obras, como as de transposição do Rio São Francisco, representem um vale-tudo eleitoral, como acusou o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

"Eu não me sinto acusada de jeito nenhum pelo ministro Gilmar Mendes. Não estamos fazendo vale-tudo nenhum no Brasil. Nós fizemos projetos e ou inauguramos, ou lançamos ou fiscalizamos", disse, em palestra na Associação dos Dirigentes de Vendas e Empreendedores do Brasil (ADVEB), regional de São Bernardo do Campo.

A ministra afirmou que as críticas que recebe sobre suas viagens para acompanhar projetos acontecem por que "o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva retomou investimentos, algo que governos anteriores não faziam. Hoje o Brasil é outro."

Dilma disse que os opositores do governo se sentem incomodados com o volume de obras do governo federal. "Eu acho que incomoda", afirmou. 'Se você me perguntar se acho que incomoda, isso lá incomoda. Incomoda porque nós nos mexemos. E não é sorte não. É trabalho incansável. E é bastante justo querer apresentar esse trabalho."

Em relação ao apoio do PMDB, Dilma minimizou as dificuldades que as divisões internas do partido podem causar à sua eventual candidatura em 2010. "Os partidos têm situações e realidades as mais diferentes possíveis e é normal que nesse processo, até que as coisas se acomodem, essas diferenças apareçam. Acho que temos de ter uma grande tolerância com isso. Vivemos em um país diverso, com realidades regionais diferenciadas. A realidade é um pouco mais complexa e temos de levar isso em consideração e ver se conseguimos acomodar as diferenças."



terça-feira, 15 de setembro de 2009

Jefferson critica apoio de Élcio Álvares à candidatura de Ricardo



O presidente nacional do PTB, o ex-deputado Roberto Jefferson. criticou a postura do presidente da Assembleia Legislativa, Élcio Álvares, que também comanda o DEM do Espírito Santo, pelo apoio ao vice-governador Ricardo Ferraço (PMDB). Isto porque o partido dele, nacionalmente, estará ao lado do PTB em um palanque de oposição ao governo federal, que é apoiado pelo PMDB.

A grande contradição se dá pelo fato de Ricardo Ferraço estar no palanque da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, do PT. No Estado, o palanque de oposição nacional será comandado por Luiz Paulo Vellozo Lucas. Para Jefferson, o DEM capixaba deveria seguir a orientação da nacional, afastando-se do palanque do PMDB.

“Lendo os jornais do Estado vi o presidente da Assembleia e do DEM dizendo-se apoiador do candidato do governador. Por que ele não vai logo para o partido do governador?”, disparou Jefferson.

E, questionado sobre com quem o PTB vai caminhar em 2010 no Espírito Santo, afirmou: “Eu só não gostaria que fosse o candidato do governador Paulo Hartung. Não sei se eu li muito Nelson Rodrigues, mas acho que toda unanimidade é burra. E tem gente demais no grupo do governador.”

Ele criticou ainda o vasto leque de apoio ao grupo do governador por parte da classe política do Estado, o que não considera salutar para a democracia. “Uma Assembleia com 30 deputados e só um de oposição, que conceito ideológico é esse?”, questionou.

Em seu discurso na solenidade de assinatura das fichas de filiação dos Mauro ao PTB, Jefferson acabou com o impasse sobre a possibilidade de o partido conversar com Ricardo Ferraço. Ele declarou o apoio do PTB à candidatura de Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB).

E foi além, confessando que recebeu um pedido do governador Paulo Hartung para que não recebesse o ex-prefeito de Vila Velha Max Filho e o pai dele, o ex-governador Max Mauro no partido. “Faltou lealdade por parte do governador, mas eu sou fiel ao princípio trabalhista”, disse.

Sobre a desfiliação dos quatro deputados estaduais do PTB (Marcelo Santos, Luzia Toledo, Rafael Favatto e Freitas da Farmácia), Jefferson foi irônico: “vão com Deus. O pai do vice-governador, Theodorico Ferraço – que se elegeu pelo PTB e depois migrou para o DEM – me pediu para tirar a Marilia (Marília Belotti, presidente regional do PTB) do comando. Depois veio o Marcelo Santos me pedir isso. Digo uma coisa: tiro todos, mas a Marília fica”, desafiou.


Fonte: Século Diário


segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Não podemos aceitar a CENSURA a Internet


O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), manifestou apoio à proposta do líder e disse que não há como fiscalizar o que se publica na rede mundial de computadores. O senador João Pedro (PT-AM), afirmou que os eleitores devem ter liberdade para se manifestar pela internet, favorável ou contrariamente, assim como os candidatos a cargos políticos – a emenda prevê que os candidatos poderão manter site, blog, Orkut, twitter e outros serviços da rede em todos os momentos das eleições. Também apóiam a liberdade total na internet o senador Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB, o senador José Agripino (RN), líder do DEM e a senadora Marina Silva (PV-AC). Não podemos aceitar a CENSURA imposta por Marco Maciel(DEM) e Azeredo(PSDB) a internet. Liberdade de Imprensa não comunga com DITADURA MIDIÁTICA.