segunda-feira, 5 de abril de 2010

História do Tênis e curiosidades




O INÍCIO

Muito pouco se sabe sobre a origem do tênis. Alguns crêem que ele surgiu como uma variante dos antigos jogos de bola praticados por egípcios, gregos e romanos. Outros acreditam que o tênis deriva de um jogo romano chamado "harpastum", que foi adaptado pelo país basco e recebeu o nome de "jeu de paume" porque a bola era batida contra um muro com a palma da mão.

No século XII, o "jeu de paume" difundiu-se por toda a França, com muitas modificações - tanto nas regras quanto na configuração dos campos. Ele deixou de ser jogado com a bola contra o muro, passando a ser praticado em um retângulo dividido ao meio por uma corda. Surgiu, assim, o "longue-paume", que permitia a participação de até seis jogadores de cada lado.

Mais tarde surgiu o "court-paume", jogo similar, disputado em recinto fechado, mas de técnica mais complexa e exigindo uma superfície menor para sua prática. As partidas eram disputadas em melhor de 11 jogos, saindo vencedora a equipe que fizesse primeiro os seis jogos. Eis porque, no tênis, os seis jogos (games) definem o set.

Somente no século XIV apareceu a raquete, invenção italiana, que tornou o jogo de "paume" menos violento e mais interessante, facilitando sua prática pelo resto da França.

O esporte logo atravessou o Canal da Mancha e, já neste século, era muito conhecido em toda a Inglaterra, tendo o Rei Henrique VIII como um de seus praticantes mais habilidosos.

Com o aparecimento da bola de borracha, em meados do século XIX, surgiu na Grã-Bretanha o tênis ao ar livre, ou "tênis real", bastante semelhante ao "court-paume", mas sem paredes laterais e de serviço.


LAWN TENNIS

Em 1873, o major inglês Walter Wingfield, que estava em serviço da Índia, a pedido das ladies inglesas entendiadas por não terem o que fazer, estudou os jogos precursores do tênis e introduziu alterações em suas regras.

Em 1874, Wingfield registrou a patente do jogo, ao qual se chamou "sphairistike", em homenagem aos gregos, que assim chamavam os exercícios feitos com auxílios de bolas.

Esse nome, no entanto, não durou muito, sendo logo substituído por "tênis", que provavelmente deriva do francês "tenez" que significa "pega!", frase costumeiramente exclamada quando o jogador atirava a bola para o adversário.

O "lawn tennis" (definição dada em função da quadra de grama) logo expandiu-se por toda a Índia, impulsionado pelo entusiasmo das senhoras e chegou à Inglaterra, onde o críquete era o esporte da moda e do verão.


NASCE A COMPETIÇÃO

A história do tênis deu uma guinada completa quando o All England Club decidiu realizar um campeonato para angariar fundos. Era o ano de 1877 e 22 jogadores se inscreveram para "The Champioships", na sede do Club, no subúrbio londrino de Wimbledon.

A contribuição do torneio para a consolidação do esporte foi absoluta. Como havia diferentes regras e formatos de quadra, a organização do torneio definiu dimensões da quadra, as formas de jogar e formalizou a contagem, baseada no "tênis real", onde os jogadores andavam 15 passos para a frente se vencessem o primeiro ponto, depois mais 10 a cada ponto vencido, até completar 50. Surgiu então o 15, 30, 40 e game. A quadra, muitas vezes afunilada ao centro, ficou totalmente retangular. A única diferença para o tênis atual era a altura da rede, cerca de 10 centímetros mais alta e sem o rebaixamento ao centro.

Wimbledon fez o tênis se espalhar pela Europa, mas o lawn tennis já era conhecido do outro lado do oceano Atlântico. Mar Ewing Outerbridge estava de férias nas Bermudas no verão americano de 1874, quando viu homens britânicos disputando o jogo inventado por Wingfield. Comprou o equipamento e voltou para casa com ele. Em pouco tempo, já havia quadras em Massachussets, Newport e Filadélfia. O Nacional norte-americano, hoje batizado de US Open, nasceu apenas quatro anos depois de Wimbledon, em 1881, em Newport, onde até hoje a quadra mais popular é a grama.

O tênis foi um dos esportes integrantes das primeiras Olimpíadas da era moderna, em 1896, e passou a Ter dimensão internacional a partir de 1904, quando a Copa Davis foi considerada como a principal competição por países.


NO BRASIL

Assim como na maioria dos países, o Brasil conheceu o tênis por intermédio dos imigrantes ingleses, geralmente engenheiros, comerciantes e diplomatas que levavam na bagagem a famosa "caixa" criada e comercializada por Wingfield, onde constavam livro de regras, raquetes, bolas e rede.

Acredita-se que a Argentina foi a primeira a praticar o novo esporte na América do Sul. A introdução oficial no Brasil foi em 1898, no clube "Rio Cricket", em Niterói, mas muitos estudiosos afirmam que quadras foram construídas em São Paulo em 1892. Já nos primeiros anos do novo século, já havia clubes sediados em Recife, Salvador, Santos, Itajaí e Porto Alegre.

Em 1904, tem-se o registro de um torneio interclubes entre o São Paulo Athletic Club, o Tennis Club de Santos e o Club Athletic Paulistano.

São Paulo realizou seu primeiro campeonato estadual em 1913, mas apenas cinco anos depois o campeão foi um brasileiro, chamado Maercio Munhoz, que fundaria em 1930 a Sociedade Harmonia. A Federação Paulista nasceu em 1924. A Federação Gaúcha surgiu cinco anos depois.

O Brasil estreou na Copa Davis, marcando sua primeira representação internacional, em 1932, quando Ricardo Pernambuco, Nélson Cruz e Ivo Simone viajaram três dias de navio para perder de 5 a 0 para os EUA, em Nova York.

O primeiro título internacional é dado para Alcides Procópio, que ganhou o torneio Rio da Prata, na Argentina, em 1937. Um ano depois, foi o primeiro brasileiro a disputar Wimbledon. Ele também ganhou o primeiro título brasileiro de adultos, em 1943, em cima de Maneco Fernandes.

A Confederação Brasileira de Tênis foi criada por decreto presidencial a 8 de março de 1956, desmembrando-se da então Confederação Brasileira de Desportos. Seu primeiro presidente foi Paulo da Silva Costa.


Contagem dos Pontos

Você sabe por que a contagem do game é 15 - 30 - 40?
Antes das Regras Oficiais, quando o tênis era praticado dentro dos palácios ou nos vistosos gramados dos jardins, pela realeza européia, existia o seguinte:

. O primeiro ponto era sacado da linha de base, este sendo vencido pelo sacador, ela obtinha o direito de sacar o segundo ponto, 15 polegadas à frente. Vencendo este ponto, novo avanço de mais 15 polegadas, somado ao primeiro então teríamos 30 polegadas. Vencendo novamente ela vai à frente em mais 10 polegadas, totalizando 40 polegadas, do o sacador realizava o saque.

Então vejamos: Existiam mais três linhas o fundo da quadra, que só valiam para o serviço. A linha de base (fundo), outra linha à 15 polegadas, outra à 30 polegadas e mais uma à 40 polegadas.

Teoricamente, quem era o sacador obtinha uma enorme vantagem e dificilmente o seu serviço era quebrado.


Medidas Padrão

Qual é altura correta no "poste de duplas", "pau de simples" e no centro da rede?

No poste de duplas e no pau de simples é de 1,07 cm, no centro da rede é de 91,4 cm. Isso quer dizer: que a cinta central da rede é para abaixar a rede e serve também para dividir a mesma.


Vantagens

- Melhora o rendimento físico
- Queima calorias de forma eficiente, se o treino for puxado.
- Melhora a capacidade cardiovascular e respiratória.
- Melhora a coordenação motora e reflexos.

Riscos

- O esporte pode causar lesões nos joelhos e nos cotovelos, se não for praticado direito, bem como dores musculares e tendinites.
- Se não praticado com tênis apropriado e em quadras feitas de um bom material, o impacto das corridas também pode causar danos à saúde.

Período mínimo para fazer efeito

- Depois de perto de um mês, o iniciante já começa a sentir progressos, se treinar de 30 a 60 minutos por semana.

Gasto calórico médio

- Cerca de 500 kcal/h, mas o valor pode variar se o treino é mais ou menos puxado.

Observação:
A queima das gordurinhas depende do sexo, idade, metabolismo e condicionamento físico da pessoa, além das condições climáticas, do piso e tamanho do campo.

Quem deve fazer

- O tênis é um esporte sem restrição de idades, podendo ser praticado por pessoas de sete até setenta anos.
- Pessoas com problemas cardíacos devem tomar cuidado. Mesmo as pessoas saudáveis devem fazer um exame médico antes de começar a praticar.
- O esporte pode trazer vantagens para quem tem problemas respiratórios, como asma, mas deve ser praticado com cuidado e com prévia consulta médica.

Dicas do especialista

"Antes de qualquer coisa, o iniciante deve fazer exame médico. É muito importante sempre fazer alongamentos antes e depois das aulas. O equipamento deve estar correto, como o tipo de raquete para cada pessoa e o tênis especializado para o esporte. Deve-se também tomar cuidado com a roupa."


Marcelo Luiz dos Santos Ferreira (Professor de tênis da Academia Mauro Menezes, de São Paulo)



sábado, 3 de abril de 2010

COMO REVERTER ESTA SITUAÇÃO?






Nunca tinha pensado nisso! Só depois de ler o texto é q refleti sobre isso e me espantei. Como somos passivos!





Outro dia, entrei num supermercado para comprar orégano e adquiri uma embalagem (saquinho) do produto, contendo 3 g, ao preço de R$ 1,99.




Normalmente esse tipo de produto é vendido nos supermercados em embalagens que variam de 3 g a 10 g Cheguei a casa e resolvi fazer os cálculos e constatei que estava pagando R$ 663,33 pelo kg do produto.




Será que uma especiaria vale tudo isso?




Agora, com mais este exemplo abaixo de produtos vendidos em pequenas porções, fico com a sensação que as indústrias se utilizam "espertamente" desse procedimento para desorientar o consumidor, que perde totalmente a percepção real do valor que está pagando pelos produtos.




Creio que todos os fabricantes e comerciantes, deveriam ser obrigados por lei a estamparem em locais visíveis, os valores em kg, em metro, em litro, etc., de toda e qualquer mercadoria com embalagens inferiores aos seus padrões de referências.




Devemos entender que todo consumidor tem o sagrado direito de ter a percepção e informação correta e transparente do valor cobrado pelos fabricantes e comerciantes em seus produtos.


Vejam o absurdo:



Você sabe o que custa quase R$ 13.575,00 o litro? Resposta: tinta de impressora! Você já tinha feito o cálculo?




Veja o que estão fazendo conosco. Já nos acostumamos aos roubos e furtos, e ninguém reclama mais, quem de fato nos socorre?




Há pouco tempo atrás, as impressoras eram caras e barulhentas. Com as impressoras a jatos de tinta, as impressoras matriciais domésticas foram descartadas, pois todos foram seduzidos pela qualidade, velocidade e facilidade das novas impressoras. Aí, veio a "Grande Sacada" dos fabricantes: oferecer impressoras cada vez mais baratas, e cartuchos cada vez mais caros. Nos casos dos modelos mais baratos, o conjunto de cartuchos pode custar mais do que a própria impressora. Olhe só o cúmulo: pode acontecer de compensar mais trocar a impressora do que fazer a reposição de cartuchos.




Veja este exemplo: Uma HP DJ3845 é vendida, nas principais lojas, por aproximadamente R$170,00. A reposição dos dois cartuchos (10 ml o preto e 8 ml o colorido) fica em torno de R$ 130,00. Você vende a sua impressora semi-nova, sem os cartuchos, por uns R$ 90,00 (para vender rápido). Junta mais R$ 80,00, e compra uma nova impressora e com cartuchos originais de fábrica. Os fabricantes fingem que nem é com eles..., dizem que "é caro por ser tecnologia de ponta". Para piorar, de uns tempos para cá passaram a diminuir a quantidade de tinta (mantendo o preço). Um cartucho HP, com míseros 10 ml de tinta, custa R$ 55,99. Isso dá R$ 5,59 por mililitro. Só para comparação, a Espumante Veuve Clicquot City Travelle custa, por mililitro, R$ 1,29. Só acrescentando: as impressoras HP 1410, HP J3680 e HP3920, que usam os cartuchos HP 21 e 22, estão vindo somente com 5 ml de tinta!

A Lexmark vende um cartucho para a linha de impressoras X, o cartucho 26, com 5,5 ml de tinta colorida, por R$75,00. Fazendo as contas: R$ 75,00 / 5.5ml = R$ 13,63 o ml. > R$ 13,63 x 1000 ml = R$ 13.636,00
Veja só: R$ 13.636,00, por um litro de tinta colorida. Com este valor, podemos comprar, aproximadamente:

- 300 gr de ouro

- 3 tv de plasma de 42’

- 1 Fiat Uno 2003

- 45 impressoras q utilizam este tipo de cartucho

- 4 notebooks 8 micro Intel com 256 MB



Ou seja, um verdadeiro assalto!




Vc tb está indignado? Então, repasse este e-mail adiante!Pois os fabricantes alegam que "o povo não reclama de nada... (será verdade... ou nós estamos fazendo valer os nossos direitos?

Isabel


quinta-feira, 1 de abril de 2010

Um sanduíche preparado em poucos minutos





Um sanduíche preparado em poucos minutos e com uma mistura de ingredientes da cozinha árabe: pão-sírio, hummmus, chancliche e pimenta-síria. O azeite de oliva espanhol ganha destaque pelo aroma.



Rendimento: Rendimento 1 porção
Tempo de preparo: 10 minutos

Tempo de Preparo da receita completa: 15 minutos

Grau de dificuldade: fácil

Ingredientes:


• 1 pão Sírio inteiro
• 1 colher de sopa de Homus Tahine (preparação anterior) -
• 2 folhas de alface americana
• 1 punhado de Broto de alfafa
• 100 g frango desfiado vapza
• Molho de pimenta de sua marca predileta a gosto
• Azeite de Oliva extra virgem a gosto
• Folhas de hortelã para decorar

Modo de preparo:
Com cuidado abra o pão sírio em duas folhas. Distribua sobre a primeira camada uma colher de húmus. Esquente o frango desfiado em forno de microondas e coloque sobre a primeira camada de Homus Tahine. Adicione azeite de oliva e molho de pimenta a gosto, em seguida outra camada com o restante do Homus Tahine. Por sobre o preparado adicione as folhas de alface americana, sal a gosto e cubra com a outra parte do pão sírio. Decore com um fio de azeite e folhas de hortelã. Pronto!


Homus tahine

Rendimento 4 porções
Ingredientes:

500 kg de grão de bico Vapza
4 colheres (sopa) de molho de tahine
1 cebola cortada em pétalas
4 dentes de alho moídos
Suco de um limão
Azeite de oliva
Sal a gosto

Modo de Preparo:
Passar no liquidificador o grão de bico com um pouco de água, não deve ficar um creme mole. Reserve. Desmanche o molho tahine com o limão, misture o sal e o alho moído. Bata com um garfo até ficar um mingau, se precisar acrescente um pouco de água. Misture o azeite. Junte com o creme de grão de bico misturando bem. Prove o sal e o limão. Regue com mais um pouco de azeite e enfeite com folhas de hortelã ou salsinha picada e pétalas de cebola.

Valor nutricional por sanduíche
330 kcalorias; 50 g e carboidratos; 15,5 g de proteínas; 7 g de gorduras totais (1,5 g de saturada; 3,5 g de monoinsaturada; e 1,5 g de poliinsaturada); 3 g de colesterol; 7 g de fibras; 4 mg de ferro; e 140 mg de cálcio.



Como Preparar Pão Sírio:

INGREDIENTES
- 2 xícaras (chá) de farinha de trigo
- 1 1/3 de xícara (chá) de água
- 8 g de fermento biológico fresco
- 1 colher (sopa) de açúcar
- 1 colher (chá) de sal


MODO DE PREPARO
Misture todos os ingredientes secos. Aqueça levemente a água (30ºC, ainda sensível ao toque), misture com o fermento e adicione aos poucos aos secos.
Bata bem a massa e deixe descansar por 15 minutos.
Divida a massa em 10 pedaços e faça bolas.
Deixe descansar até que a massa cresça. Abra com o rolo e deixe fermentar por mais 20 minutos.
Asse em temperatura alta por 5 minutos.



RENDIMENTO
10 porções


DICAS
Este pão fica uma delícia se torrado e servido sobre saladas.

Tempo de preparo: 50 minutos

terça-feira, 30 de março de 2010

Prisão não pode ser cruel, desumana ou degradante'. Entrevista especial com Bruno de Souza Toledo







Um estado financeiramente promissor e pequeno como o Espírito Santo tem um dos piores modelos prisionais do país, principalmente depois que o atual governo resolveu colocar os presos em celas metálicas, ou seja, contêineres com pequenos respiradouros onde, no verão, a temperatura atinge 50 graus. A gravidade da situação foi tão grande que foi tema de painel da Comissão de Direitos Humanos da ONU. “O quadro que vivemos hoje, de generalizadas violações aos Direitos Humanos no sistema prisional capixaba, é fruto de anos de desgovernos e de não priorização da questão da segurança pública e do sistema prisional, não só por parte do executivo, mas também do judiciário e do Ministério Público”, responde o advogado e presidente da Comissão de Direitos Humanos do Espírito Santo, Bruno de Souza Toledo em entrevista à IHU On-Line, concedida por telefone.

Toledo denuncia o caos no modelo do sistema prisional capixaba, fala da decisão do STJ em determinar que o ES coloque em prisão domiciliar todas as pessoas que estão em presídios metálicos no estado e analisa as ações que precisam ser feitas para que a situação atual seja revertida. “O desafio exige de todos nós mudança de mentalidade e cultura”, aponta.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – O sistema prisional do ES foi tema de um painel da Comissão de Direitos Humanos da ONU. Qual a situação atual das cadeias deste estado?

Bruno Toledo – Na verdade, tudo que fomos denunciar no Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas, em Genebra, é um somatório histórico de violações aos Direitos Humanos no Espírito Santo. O quadro que vivemos hoje, de generalizadas violações aos Direitos Humanos no sistema prisional capixaba, é fruto de anos de desgovernos e de não priorização da questão da segurança pública e do sistema prisional, não só por parte do executivo, mas também do judiciário e do Ministério Público. Hoje, temos um déficit de quatro mil vagas no sistema prisional, temos presos espalhados pelas delegacias de polícia, algemados pelos pés e em celas metálicas. Temos presos em micro-ônibus, que deveriam servir para o transporte e estão se transformando em celas, ficando até 15 dias dentro dos veículos expostos ao sol. Temos presídios como a Casa de Custódia de Viana (Cascuv), que começa a ser desativada, o presídio de Colatina e o de Tucum, onde estão as mulheres, absolutamente superlotados.

Tudo isso é fruto de uma política de aprisionamento em massa e de não prevenção ao crime, à violência e de irresponsabilidade e de omissão do Judiciário e do Ministério Público. E sem o consequente investimento por parte do Executivo na construção de vagas suficientes para essa política de aprisionamento que deliberadamente o Estado adotou. Então, temos hoje um quadro de superlotação absurda no sistema prisional capixaba e de tortura institucionalizada de inúmeras operações de agentes penitenciários deliberadamente com o intuito de torturarem. E em presídios como o da Casa de Custódia de Viana (Cascuvi) que tinha uma capacidade para 360 homens e chegou a ter, no ano passado, 1213, e a situação dos esquartejamentos, que foi a questão mais grave denunciada por nós.

IHU On-Line – As cadeias brasileiras estão na mesma situação?

Bruno Toledo – A questão dos presos provisórios não é um problema só do Espírito Santo. É uma situação nacional. O sistema prisional do Brasil merece atenção dos Direitos Humanos por parte da ONU. Disso não tenho dúvida. O que nós ressaltamos no ES é que somos um estado pequeno, que está bem economicamente, é produtor de petróleo, exportador, é um estado que tem a 5º renda per capita do país e que, portanto, não pode justificar as condições a que os presos são submetidos. O estado tem cerca de 12 mil presos, isso é muito pouco para que a situação esteja do jeito que está.

Quando você analisa São Paulo, que tem quase 200 mil presos, o problema é diferente e a violação por conta da superlotação toma uma outra dimensão. No ES, parece que é uma opção política do governo em criar situações de violação dos direitos humanos, porque a decisão, por exemplo, de adotar celas metálicas, de colocar contêineres para presídio é uma decisão governamental e que, agora, com a decisão do STJ, corrobora tudo o que falamos. Ou seja, celas metálicas se consubstanciam como um tratamento cruel, desumano e degradante proibido pela Constituição, daí a decisão do STJ em determinar que o ES coloque em prisão domiciliar todas as pessoas que estão em presídios metálicos no estado.

IHU On-Line – Em função da violência, essa decisão é viável?

Bruno Toledo – Não sei se é viável, mas é justa. Se o estado não consegue minimamente garantir condições aos presos comprindo a sua função legal, então nada mais justo que essas pessoas fiquem encarceradas em casa. Nenhum de nós, militantes de direitos humanos, prega a impunidade, pelo contrário, queremos que as pessoas sejam responsabilizadas e, sobretudo, sejam ressocializadas. Ninguém é ressocializado em celas metálicas com 50 graus de temperatura, sem colocar roupa de baixo por conta do calor. Isso é querer que o criminoso pague com o próprio corpo pelo crime que cometeu. Isso não pode ser admitido. Por isso, nossa satisfação quando o STJ corrobora aquilo que já vinhamos falando e a própria ONU assina embaixo. O que o estado vai fazer agora com essa decisão, nós não sabemos. Mas foi esse governo que causou esse problema, eles nem podem dizer que foi o governo anterior etc., e eu tendo a achar que, quando eles decidiram usar celas metálicas, estavam preparados para consequências como essa.

IHU On-Line – Se os presos custam tanto aos cofres públicos, por que a situação nos presídios é tão precária?

Bruno Toledo – A situação dos presídios do Brasil, e o ES é um retrato muito bem feito do país, só está assim porque aqui só são presos pobres, negros e miseráveis. Se no nosso país não reinasse a impunidade para os ricos, para os polítcos corruptos e juízes que vendem sentenças, se essas pessoas fossem para o presídio, jamais existiria prisão metálica. Só é possível permitir essa situação porque achamos que os presos, negros e pobres são uma subcidadania. Então, a eles é permitido que fiquem durante três anos em celas metálicas no calor de 50 graus. Se lá estivessem os ricos e brancos de olhos claros endinheirados, certamente os presídios que temos hoje não seriam dessa maneira. Há um recorte classista e de prioridade governamental que corrobora que os presídios se trasformem em verdadeiros caixões sociais.

IHU On-Line – Que medidas são mais urgentes para que se comece a mudar o sistema prisional brasileiro?

Bruno Toledo – Eu penso que não podemos ter, no horizonte, a questão de construção de presídios. No ES, o governo diz que a solução passa pela construção de presídios, que tudo será resolvido quando não houver mais déficit de vaga. Quero achar que nós todos juntos sejamos capazes de prevenir a violência e o crime. Precisamos pensar em garantir os direitos da cidadania para o todo da cidadania, porque ninguém nasce com vocação para ser criminoso. O primeiro ponto é pensar nos direitos de cidadania. Emergencialmente, precisamos efetivamente pensar que o modelo do sistema prisional brasileiro faliu.

Precisamos pensar no papel do Judiciário e do Ministério Púlico, que acham que a pena de prisão é generalizada e serve para todos os tipos de crime, inclusive para os jovens. O meu estado é o que, proporcionalmente, mais interna adolescentes no Brasil, como se não existissem outras possibilidades, sem cortar o vínculo social e comunitário desses sujeitos. Precisamos pensar que a prisão deve ser a exceção para os crimes que realmente violem os direitos fundamentais, aí sim a prisão deveria ser aplicada. Ver adolescentes, como aconteceu aqui, que roubou um cavalo, porque seu sonho era ter um cavalo, ser condenado a cumprir penas de internação, em função disso, necessitamos de fato uma mudança de cultura para tentar novas formas de responsabilização.

O preso hoje, em sua grande maioria, é levado a um caixão social, porque ele morre socialmente, ele não consegue estudar, ter uma atividade laboral, não pode afirmar sua condição humana porque ele passa a ser completamente invisível para qualquer grupo social. Não ter programas de ressocialização acaba incidindo na reincidência do preso no Brasil. O desafio exige de todos nós mudanças de mentalidade e cultura. Assim, a decisão do STJ em relação ao ES é histórica porque coloca a dignidade humana no seu devido lugar e diz que prisão não deve ser de qualquer forma. Prisão não pode ser cruel, desumana ou degradante.

IHU On-Line – Quais as chances de um preso hoje mudar sua ideia de vida para quando sair do sistema carcerário?

Bruno Toledo – Depende do presídio. No ES, temos vários paradigmas. Temos o paradigma da violação dos direitos humanos, mas há presídios, que é o que o governo faz propaganda nos jornais, que têm ações sistemáticas de ressocialização e que consegue acompanhar o preso durante a pena, o problema é que ele não é regra, mas exceção. Nesses presídios, as chances são enormes. O preso precisa pensar no que fez e que o ato causou problema para a sociedade e para ele. Mas, se um preso fica três anos em celas metálicas nu porque não consegue colocar roupa no verão quando faz 50 graus, e passa um frio absurdo no inverno, sofrendo tortura, sem nenhuma atividade, não há chance alguma de ressocialização.

IHU On-Line – Qual é o papel dos Direitos Humanos na garantia mínima da dignidade do preso?

Bruno Toledo – Numa sociedade como a nossa, que distorce a luta pelos direitos humanos, nossa luta passa a ser muito maior porque precisamos conseguir legitimidade social para a causa dos direitos humanos. A população nos vê com olhos que não da lente que luta pela vida, pela dignidade humana de qualquer pessoa, seja negro, pobre, rico. Nossa bandeira principal é nossa marca. No estado do ES, denunciamos a situação do sistema prisional há uma década, e só agora conseguimos chegar até a ONU e, então, ser vistos de outra maneira, colocando o Conselho de Direitos Humanos no seu devido lugar. O papel que temos, portanto, na garantia mínima de direitos humanos num estado que não tem nem uma secretaria de direitos humanos, não tem políticas específicas para área, é de luta para conseguir legitimidade social.

IHU On-Line – Como compreender o poder das facções criminosas mesmo dentro das prisões?

Bruno Toledo – Essa é uma questão que, no ES, não conseguimos identificar ainda, ao contrário do trabalho que já foi desenvolvido no Rio de Janeiro e São Paulo. Claro que há ações cujas ordens vem de dentro das prisões, mas orquestras feitas por facções nós ainda não conseguimos pesquisar. Todavia, pela realidade de outros estados, essasfacções se organizam a partir de uma própria posição do estado. De alguma forma, o estado dá condições para que essas facções se formem e se institucionalizem, seja por contatos via celular, advogados, familiares ou mesmo funcionários dos presídios. Há toda uma estrutura que facilita a organização desses grupos.


Fonte. www.ihu.unisinos.br


sábado, 27 de março de 2010

Homens mais ricos dão mais prazer às mulheres, afirma pesquisa




Para cientistas, freqüência de orgasmos pode ser conseqüência de evolução.

Homens mais ricos proporcionam mais prazer às mulheres durante relações sexuais, segundo afirma uma pesquisa recém-publicada de dois cientistas da Universidade de Newcastle, na Grã-Bretanha.

Segundo o estudo, quanto mais rico é o parceiro, mais freqüentemente sua parceira chega ao orgasmo.

Os autores da pesquisa acreditam que esse resultado é condicionado por uma “adaptação evolucionária” que faz com que as mulheres instintivamente selecionem seus parceiros de acordo com a sua percepção de qualidade.

Para chegar à conclusão, os evolucionistas Thomas Pollet e Daniel Nettles usaram informações de uma pesquisa chinesa que contém a maior base de dados já coletada sobre estilo de vida, saúde e família.

Ela inclui informações pessoais e detalhes sobre a vida sexual de mais de 5 mil pessoas em toda a China, baseadas em entrevistas e questionários.

Dentre as 1.534 mulheres com maridos ou namorados que responderam à pesquisa, 121 delas disseram sempre ter orgasmos durante suas relações sexuais, 408 disseram ter orgasmos com freqüência, 762 tinham orgasmos “às vezes” e 243 raramente tinham orgasmos.

Esses resultados seguiriam um padrão semelhante ao verificado em países ocidentais, segundo os autores do estudo.

Influência
Entre os fatores identificados pelos pesquisadores como influências na freqüência dos orgasmos relatada pelas mulheres, a riqueza do parceiro foi o mais determinante, segundo os pesquisadores.

“O resultado da pesquisa parece consistente com a idéia de que o orgasmo feminino evoluiu a partir de uma função evolutiva”, afirma o psicólogo Thomas Pollet, um dos autores do estudo, publicado na revista especializada Evolution and Human Behaviour.

“O orgasmo serve para selecionar entre os machos com base em sua qualidade. Assim, deve ser mais freqüente nas fêmeas unidas a machos de alta-qualidade. Parceiros mais desejáveis levam as mulheres a terem mais orgasmos”, afirma Pollet.

Segundo Pollet, a influência do nível de renda sobre a freqüência de orgasmos parece ser ainda maior que outros fatores, como simetria corporal ou atratividade, apontados em estudos anteriores.



Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL961692-5603,00-HOMENS+MAIS+RICOS+DAO+MAIS+PRAZER+AS+MULHERES+AFIRMA+PESQUISA.html



O Segredo do Casamento





Meus amigos separados não cansam de me perguntar como eu consegui ficar casado trinta anos com a mesma mulher. As mulheres, sempre mais maldosas que os homens, não perguntam a minha esposa como ela consegue ficar casada com o mesmo homem, mas como ela consegue ficar casada comigo.

Os jovens é que fazem as perguntas certas, ou seja, querem conhecer o segredo para manter um casamento por tanto tempo.


Ninguém ensina isso nas escolas, pelo contrário. Não sou um especialista do ramo, como todos sabem, mas, dito isso, minha resposta é mais ou menos a que segue.

Hoje em dia o divórcio é inevitável, não dá para escapar. Ninguém agüenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade. Eu, na realidade, já estou em meu terceiro casamento - a única diferença é que me casei três vezes com a mesma mulher. Minha esposa, se não me engano, está em seu quinto, porque ela pensou em pegar as malas mais vezes do que eu.

O segredo do casamento não é a harmonia eterna. Depois dos inevitáveis arranca-rabos, a solução é ponderar, se acalmar e partir de novo com a mesma mulher. O segredo no fundo, é renovar o casamento, e não procurar um casamento novo. Isso exige alguns cuidados e preocupações que são esquecidos no dia-a-dia do casal. De tempos em tempos, é preciso renovar a relação. De tempos em tempos, é preciso voltar a namorar, voltar a cortejar, voltar a se vender, seduzir e ser seduzido.

Há quanto tempo vocês não saem para dançar? Há quanto tempo você não tenta conquistá-la ou conquistá-lo como se seu par fosse um pretendente em potencial? Há quanto tempo não fazem uma lua de mel, sem os filhos eternamente brigando para ter a sua irrestrita atenção?


Sem falar nos inúmeros quilos que se acrescentaram a você, depois do casamento. Mulher e marido que se separam perdem 10 quilos num único mês, por que vocês não podem conseguir o mesmo? Faça de conta que você está de caso novo. Se fosse um casamento novo, você certamente passaria a freqüentar lugares desconhecidos, mudaria de casa ou apartamento, trocaria seu guarda-roupa, os discos, o corte de cabelo e a maquiagem. Mas tudo isso pode ser feito sem que você se separe de seu cônjuge.

Vamos ser honestos: ninguém agüenta a mesma mulher ou marido por trinta anos com a mesma roupa, o mesmo batom, com os mesmos amigos, com as mesmas piadas. Muitas vezes não é sua esposa que está ficando chata e mofada, são os amigos dela (e talvez os seus), são seus próprios móveis com a mesma desbotada decoração. Se você se divorciasse, certamente trocaria tudo, que é justamente um dos prazeres da separação. Quem se separa se encanta com a nova vida, a nova casa, um novo bairro, um novo círculo de amigos.


Não é preciso um divórcio litigioso para ter tudo isso. Basta mudar de lugares e interesses e não se deixar acomodar. Isso obviamente custa caro e muitas uniões se esfacelam porque o casal se recusa a pagar esses pequenos custos necessários para renovar um casamento. Mas, se você se separar, sua nova esposa vai querer novos filhos, novos móveis, novas roupas, e você ainda terá a pensão dos filhos do casamento anterior.

Não existe essa tal "estabilidade do casamento", nem ela deveria ser almejada. O mundo muda, e você também, seu marido, sua esposa, seu bairro e seus amigos. A melhor estratégia para salvar um casamento não é manter uma "relação estável", mas saber mudar junto. Todo cônjuge precisa evoluir, estudar, aprimorar-se, interessar-se por coisas que jamais teria pensando fazer no início do casamento. Você faz isso constantemente no trabalho, por que não fazer na própria família? É o que seus filhos fazem desde que vieram ao mundo.


Portanto, descubra o novo homem ou a nova mulher que vive ao seu lado, em vez de sair por aí tentando descobrir um novo e interessante par. Tenho certeza de que seus filhos os respeitarão pela decisão de se manterem juntos e aprenderão a importante lição de como crescer e evoluir unidos apesar das desavenças. Brigas e arranca-rabos sempre ocorrerão: por isso, de vez em quando é necessário casar-se de novo, mas tente fazê-lo sempre com o mesmo par.



Stephen Kanitz





quinta-feira, 25 de março de 2010

Mulher é mais seletiva que o homem na hora de paquerar ?





Há muito tempo, cientistas observam que as mulheres tendem a ser mais seletivas que os homens na hora de escolher um parceiro. A explicação mais comum é evolucionária: o fato de que elas investem mais no processo reprodutivo - são as mulheres que passam pela gravidez, parto e amamentação - elas precisam evitar a escolha de um perdedor como pai.


Nos últimos anos, o surgimento de namoros rápidos tem dado a psicólogos, economistas e cientistas políticos novas formas de testar essa e outras hipóteses sobre o acasalamento. Pelo fato de que os participantes podem ser designados aleatoriamente a grupos e não terem nenhuma informação prévia sobre outros participantes, sessões rápidas de paquera de três minutos estão quase tão próximas de um experimento controlado quanto os pesquisadores podem obter. Agora, dois cientistas da Northwestern University publicaram um experimento que desafia a hipótese evolucionária.

O estudo, realizado por Eli J. Finkel e Paul W. Eastwick, foi publicado no mês passado no jornal "Psychological Science".
O experimento observou sessões de paqueras rápidas para determinar quem era mais seletivo, os homens ou as mulheres. A resposta, descobriu-se, é nenhum dos dois. Independente do gênero, as pessoas que foram instruídas a abordar outros parceiros foram menos seletivas - isto é, eles tiveram maior probabilidade de pedir outro encontro mais tarde. Finkel e Eastwick escrevem que isso não significa que os homens foram tão seletivos quanto as mulheres. No entanto, os cientistas sugerem que a explicação para essa diferença reside no condicionamento social, em vez da evolução.

Ao tomar o primeiro passo, uma pessoa ganha confiança e depois acha mais pessoas atraentes, diz a teoria. Culturalmente, espera-se que os homens abordem as mulheres com mais frequência, o que pode turbinar sua confiança e torná-los menos seletivos.
Citando o que os psicólogos chamam de princípio da escassez, Eastwick e Finkel escrevem que "os indivíduos tendem a valorizar menos objetos ou oportunidades que são abundantes em relação aos que não são." Em contraste, dizem eles, as mulheres estão acostumadas a serem abordadas, o que pode fazê-las se sentirem mais desejáveis, portanto mais seletivas.


Fonte.
The New York Times

Ford Ka ganha kit Trail

Ka trail ford

Não faz muito tempo, o Ford Ka ganhou o kit ST, que traz ítens estéticos para deixa-lo com aparência esportiva. Agora, o Ka ganha um kit para deixa-lo com aparência de off-road, o Trail.

Por R$ 1.200 o Ka ganha um par de racks, adesivos nas portas e um protetores de para-choque dianteiro e traseiro (bem que poderia ter faróis escurecidos…). O kit é oferecido somente nas concessionárias Ford.



Fonte | Quatro Rodas










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Mulheres passam mais tempo na escola que os homens




Se na maioria das áreas a desigualdade entre mulheres e homens permanecem, na educação o cenário é diferente. A trajetória escolar das meninas brasileiras tende a ser mais regular e bem-sucedida do que a dos meninos.


Em alguns países, especialmente na África e no mundo árabe, as condições de acesso ao ensino e permanência na escola são desfavoráveis para as mulheres. Por essa razão, a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) estabeleceu metas de promoção de paridade entre gêneros para alguns países durante a Conferência Mundial de Educação, em 2000. A situação é monitorada pelo órgão.


Em alguns países, especialmente na África e no mundo árabe, as condições de acesso ao ensino e permanência na escola são desfavoráveis para as mulheres. Por essa razão, a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) estabeleceu metas de promoção de paridade entre gêneros para alguns países durante a Conferência Mundial de Educação, em 2000. A situação é monitorada pelo órgão.


O especialista em educação e oficial de projetos da Unesco no Brasil Wagner Santana analisa que no país as trajetórias escolares diferentes para homens e mulheres têm relação com o mundo do trabalho.


"Faltam estudos conclusivos a respeito disso, mas com muita frequência fala-se que os meninos, especialmente no final do ensino fundamental e no ensino médio, já passam a sentir uma pressão maior para entrar no mercado de trabalho", aponta. Muitos também são afetados pela violência que, nessa faixa etária, atinge mais a população masculina.


Santana destaca alguns dados da última Pnad/IBGE (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que ilustram a situação do Brasil: no grupo dos 15 aos 17 anos, 57% das meninas estão no ensino médio, etapa correta para essa faixa etária. Entre os meninos, o atraso é maior: só 47% cursam a série indicada para a sua idade.


Em relação aos índices de escolaridade, na faixa etária dos 15 aos 19 anos, 41% dos homens têm menos de oito anos de estudo. Já entre as mulheres, essa situação atinge 29% da população nessa faixa etária.


"A entrada dos dois na escola é muito parecida, mas a trajetória escolar dos meninos é mais tumultuada e interrompida", compara Santana. Segundo ele, essa situação é comum nos países da América Latina.


A pesquisadora do Centro Feminista de Estudos e Assessoria Patrícia Rangel ressalta que essa vantagem na escolarização não se reflete em ganhos no mercado de trabalho. Segundo ela, o índice de desemprego entre mulheres com nível universitário é 30% maior do que entre os homens com a mesma escolaridade.


Elas ainda ocupam menos cargos de chefia e continuam ganhando menos do que os homens por questões culturais e de estruturação do mundo do trabalho, de acordo com a especialista. "Em primeiro lugar, o Brasil tem uma cultura patriarcal que não considera normal que a mulher assuma funções de liderança", afirma.


"Além disso, há uma divisão sexual do trabalho. Algumas tarefas são delegadas ao homens e outras à mulher. Elas sempre ficam encarregadas das atividades do lar e do cuidado com os filhos. Com isso, elas têm menos tempo para se dedicar e crescer na carreira", explica.


De acordo com a especialista, creches e escolas infantis são importantes para reverter essa situação e a oferta precisa ser ampliada. Com o acolhimento das crianças nesse locais, a mulher teria mais tempo e energia para investir na carreira, reduzindo os efeitos da dupla jornada.


"Além disso, homens e mulheres precisam compartilhar solidariamente as tarefas domésticas e de cuidado com a família. A Convenção 156 da OIT [Organização Internacional do Trabalho] trata sobre isso, mas o Brasil ainda não ratificou essa convenção", diz.


Linda, sedutora e da cor de paixão.




A melancia, originária da Índia, é uma fruta que ganha muitos pontos por sua capacidade nutritiva. É rica em vitaminas do complexo B, sais minerais e graças aos mais de 90% de água que carrega na composição é um poderoso hidratante natural. Com tal poder refrescante, é sem dúvida uma das frutas mais irresistíveis para enfrentar um típico dia de calor. Agora, na primavera, quando as temperaturas começam a subir, é o melhor momento para comprar a fruta. Na hora de escolher, um bom truque é ver se a casca está firme, lustrosa e sem manchas escuras. Dar aquela batidinha, com o nó dos dedos, ajuda a saber se está boa por dentro. Se o som for oco, é sinal de que está boa.

No Natural da Terra, além da melancia tradicional, encontra-se também a versão baby, que é menorzinha e tem poucas sementes. E, ao levar para a casa, explore-a. Para o chef Renato Caleffi, do Le Manjue Bistrô, em Pinheiros, a dica para variar o suco é prepará-lo com gengibre, e, se a ideia for um drinque, misture com hortelã, cardamomo e saquê. Dúvida do potencial da fruta na cozinha? Caleffi ensina: mix de folhas verdes, frango, iogurte e melancia, eis o caminho das pedras de uma salada e tanto.

Suco de melancia
1 porção

1 xícara (chá) de melancia em cubos
1 pedacinho de gengibre descascado
3 pedras de gelo

Modo de preparo
1. Bata tudo no liquidificador e coe.
2. Sirva imediatamente.

Drinque
1 porção

1 xícara (chá) de melancia em cubos
5 folhas de hortelã
1 cardamomo aberto
Saquê para completar a taça
Gelo a gosto

Modo de preparo

1. Empilhe as folhas de hortelã, enrole e corte em tirinhas.
2. Em uma coqueteleira amasse as folhas com a melancia e o cardamomo.
3. Adicione o gelo e o saquê.
4. Bata na coqueteleira e sirva com um ramo de hortelã.


Suco de Melancia com canela


Ingredientes

1 litro de água
4 paus de canela (grandes)
8 xícaras (chá) de polpa de melancia sem as sementes cortada em cubos (bem cheias)
Açúcar (ou adoçante) a gosto

Modo de fazer

Leve a água e os paus de canela ao fogo e deixe ferver por 5 minutos. O chá deve ficar bem forte de cor âmbar. Se achar necessário acrescente mais canela.
Retire do fogo aguarde esfriar, coe para retirar a canela e leve a geladeira. Leve os cubos de melancia para gelar também.
No copo do liquidificador coloque os cubos de melancia o chá de canela bem gelado e açúcar ou adoçante a gosto.
Bata bem e sirva.


Observações dessa cozinha:

Após bater o suco no liquidificador aguarde a espuma que se forma abaixar para então servi-lo.
Use medidas padrão, xícaras de 240 ml.



Estampas (2)


Estampas (1)


Suco de Melancia com Canela


Suco de Melancia com Canela


Salada de frango com melancia
1 porção

3 folhas de alface americana
5 folhas de rúcula
1 punhado de agrião
2 folhas de alface crespa roxa
1 xícara (chá) de melancia em cubos
½ peito de frango
1 colher (chá) de suco de limão-siciliano
3 colheres (sopa) de iogurte
2 colheres (chá) de pepino em cubos sem casca
Sal, cominho, cúrcuma, manjericão fresco e gengibre a gosto

Modo de preparo

1. Misture o iogurte com pitadas de sal e o cominho, em seguida misture os pepinos e o suco de limão.
2. Cozinhe o frango em água fervente com uma pitada de cúrcuma em pó e sal; quando estiver cozido, deixe esfriar e desfie ou corte em fatias.
3. Arrume as folhas no centro do prato e disponha o molho por cima.
4. Coloque as lascas de frango sobre as folhas e arrume a melancia ao redor.
5 Finalize com folhas de manjericão fresco, gergelim e sirva em seguida.

Le Manjue Bistrô, tel. (11) 3034-0631.

Teishoku especial
2 porções

OSHIZUSHI
100 ml de vinagre de arroz
10 g de açúcar refinado
5 g de sal
300 g de arroz japonês
500 ml de água
100 g de salmão batido
1 talo de cebolinha
300 g de enguia defumada

FILÉ MIGNON
200 g de kabocha (abóbora japonesa)
10 g de manteiga
10 g de cebola ralada
10 g de sal
2 bifes de filé mignon
20 g miso (pasta de soja)

CREME DE FEIJÃO
1 pera japonesa
2 morangos
1 tangerina poncã
1 melancia japonesa
10 ml de creme de leite fresco
50 g de doce de feijão (anko)

Modo de preparo

1. Misture o vinagre, o açúcar e o sal até levantar fervura e reserve.
2. Coloque o arroz na água e cozinhe em fogo alto até levantar (cerca de 10 minutos).
3. Abaixe o fogo e deixe cozinhar por mais 20 minutos com a panela tampada.
4. Desligue o fogo e só abra a panela depois de 15 minutos.
5. Retire o arroz da panela, misture o tempero cuidadosamente e reserve.
6. Com uma forma de madeira japonesa (batera bako), coloque uma camada de arroz, uma de salmão batido e outra de arroz.
7. Coloque a tampa da forma e aperte-a levemente.
8. Retire a mistura da forma e corte-a.
9. Coloque uma fatia de enguia sobre cada sushi.

FILÉ MIGNON COM MISO E CREME DE KABOCHA

1. Cozinhe a abóbora e bata-a no liquidificador.
2. Derreta a manteiga, deixe soar a cebola, corrija o sal e misture a abóbora processada; reserve.
3. Tempere o bife com o miso e reserve (por cerca de 10 minutos).
4. Leve o filé para grelhar e sirva com o purê de abóbora.

CREME DE FEIJÃO COM FRUTAS ORIENTAIS

1. Corte as frutas e reserve.
2. Misture o creme de leite ao doce de feijão e, com o auxílio de um batedor, dê uma leve incorporada.
3. Disponha as frutas e coloque-as por cima.

Receita do chef Márcio Maehama, professor de culinária asiática do Senac.


Fonte: Prazeres da Mesa